Mudança climática pode provocar ansiedade e até depressão

Do VivaBem, em São Paulo

  • Getty Images

Incêndios, tempestades, enchentes e outros eventos climáticos podem até parecer uma ameaça distante, mas têm impactado a saúde mental da população. Com o aumento desses incidentes, os pesquisadores da Universidade do Arizona resolveram entender a percepção das pessoas sobre as mudanças climáticas e como isso impactava a saúde mental.

Eles descobriram que, embora algumas pessoas tenham pouca ansiedade sobre o clima, outras estão enfrentando altos níveis de estresse e até depressão por conta da ameaça das mudanças climáticas.

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Os pesquisadores identificaram que as respostas psicológicas variam de acordo com a preocupação das pessoas com o meio ambiente. Eles listam três tipos distintos de preocupação:

- egoísta – só se preocupam como a mudança no ambiente afeta a própria vida, como a poluição afeta seus pulmões, por exemplo.
- altruísta – se preocupam com a humanidade em geral, principalmente as gerações futuras.
- biosférica – se preocupam com a natureza, as plantas e os animais.

Para o estudo, publicado no Global Environmental Change, os autores fizeram uma pesquisa com 342 pais e descobriram que aqueles que relataram altos níveis de preocupação biosférica também se sentiam mais estressados sobre a mudança climática, enquanto aqueles cujas preocupações eram mais egoístas ou altruístas não relataram estresse significativo relacionado ao fenômeno.

Além disso, aqueles com altos níveis de preocupação biosférica também apresentaram sinais de depressão, enquanto nenhuma outra ligação à depressão foi encontrada nos dois outros grupos.

"Para as pessoas que se preocupam com os animais e a natureza, o fenômeno das mudanças climáticas vai afetar muito todos esses aspectos. Já falamos de extinção de espécies e sabemos que isso está acontecendo. Já para quem tem a preocupação mais altruísta ou egoísta, a mudança climática ainda 'não chegou' ", explicou Sabrina Helm, uma das autoras do estudo.

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