Açúcar em excesso pode envelhecer sua pele; veja cuidados e tratamentos

Mel Meira
Colaboração para Universa

  • Getty Images

    Açúcar em excesso colabora para o envelhecimento precoce

    Açúcar em excesso colabora para o envelhecimento precoce

Muitas comidas que adoramos podem prejudicar, além da nossa saúde, a aparência. Um ingrediente que está presente de diversas maneiras na nossa dieta é um dos grandes vilões da pele: o açúcar. Nomeado como um dos sete marcadores de envelhecimento -- ao lado de sol, sono, estresse, cuidados com a pele, fumo e segundos -- no último Congresso de Dermatologia de Barcelona, ele não está presente apenas nos doces: tudo que vira açúcar no organismo pode envelhecer a nossa pele. 

Por que o excesso de açúcar envelhece a pele?

Ele pode modificar as estruturas do colágeno e da elastina, o que influencia no surgimento de rugas e flacidez e na aparência da pele como um todo. A nutricionista Luisa Wolpe, mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde, esclarece que o excesso de açúcar no organismo ocasiona o envelhecimento precoce por conta da glicação. "Nesse processo, a glicose que fica solta no sangue liga-se às proteínas, formando assim os AGEs, produtos finais da glicação avançada. Esses AGEs causam desordem tecidual, levando à perda da elasticidade da pele, formação de rugas, menor capacidade de cicatrização e ao envelhecimento".

A dermatologista Thais Pepe, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, complementa dizendo que a desestabilização provocada pela glicação destas células, que é a quebra de elastina e colágeno, faz com que a pele perca sua sustentação e ganhe rugas e flacidez. Além disso, a pele perde volume e os contornos da face ficam menos definidos.

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Que outros problemas podem aparecer na pele?

Há estudos também que ligam o açúcar ao aparecimento de manchas. Além disso, o excesso de açúcar contribui para piorar a acne, já que um dos efeitos da glicação é acelerar o metabolismo, deixando-a mais congestionada e gordurosa. "Mas os sinais podem ser vistos no corpo, de modo geral. Por exemplo, uma pessoa que abusa do açúcar pode ter uma congestão a nível corporal, inflamando e afetando as fibras elásticas, dando origem à celulite", diz Regina Maura, esteticista do Jacques Janine Jardim América, de São Paulo.

Como combater a glicação com cosméticos e cápsulas?

"Em estudos recentes, foi constatado que cremes antioxidantes, com ingredientes como a molécula Alistin, fazem com que se combata esses radicais livres e o processo de glicação. Além disso, o que pode frear a glicação é uma dieta bem orientada, de baixo índice glicêmico, e o uso de antioxidantes e antiglicantes por via oral", argumenta Thais Pepe.

A dermatologista Claudia Marçal, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, recomenda o
nutracêutico  Glycoxil. "Ele atua como antioxidante, antiglicante e desglicante, tem a capacidade de bloquear o açúcar excedente, impedindo que se liguem às proteínas ao colágeno. Além disso, ele desliga o açúcar que se ligou ao colágeno, revertendo o processo. Dessa forma, devolvemos às proteínas as suas características iniciais e funcionais. Além disso, também funciona como escudo contra a ação dos raios UVB e protege o DNA celular dos danos oxidativos. A sua associação com silício orgânico biodisponível  Exsynutriment age melhorando o aspecto da pele, dando mais firmeza", explica. Esses nutracêuticos devem ser receitados por um médico. 

Quais tratamentos estéticos são eficazes?

Procure um profissional de confiança, que vai dizer quais os melhores tratamentos para o seu caso. "Podem ser feitos procedimentos como hidratação, oxigenação da pele e até mesmo a drenagem linfática para reduzir os inchaços decorrentes do processo inflamatório, melhorando a circulação sanguínea,  eliminando as toxinas do corpo", enumera a esteticista Regina Maura.

Para quem quer algo mais poderoso, Thais Pepe recomenda o Thermi  Tight, um procedimento minimamente invasivo conhecido como radiofrequência injetável, feito em uma sessão. "A radiofrequência monopolar aplicada internamente promove aquecimento nos tecidos subcutâneos e estímulo ao novo colágeno, dando mais firmeza", explica a médica. 

Melhorar a alimentação também ajuda? 

Para a nutricionista Luisa Wolpe, é importante ter uma dieta rica em alimentos integrais, frutas, hortaliças, leguminosas e grãos para tornar mais lento o ritmo da absorção da glicose. Além disso, pratique exercícios físicos, tome bastante água e diminua o consumo de gorduras e álcool. "Isso é essencial para bons resultados."

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