Estudo mostra como vilões de animações reforçam estereótipos sobre a pele

Da Universa

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    Ursula, A Pequena Sereia

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Uma pesquisa feita pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, analisou como os vilões de animações infantis podem influenciar um estereótipo negativo da pele.

Segundo Michael Ryan, um dos responsáveis pelo estudo, a forma como cicatrizes e pintas, por exemplo, são apresentadas nessas produções pode desencadear sentimentos negativos que não se enquadram como padrões irreais de beleza.

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"Um exemplo prático disso pode ser visto nas clínicas dermatológicas, onde tratamentos cosméticos são feitos para retirar pintas inofensivas, remover sardas e alterar outras mudanças naturais da pele que aparecem com o tempo ou com a exposição ao sol", disse Michael Ryan ao Daily Mail.

Foram analisados personagens de 50 animações que tiveram a maior bilheteria na indústria cinematográfica e marcas como cicatrizes, calvície, sardas, pintas, olheiras e escurecimentos ao redor dos olhos.

Um ponto levantado pelos pesquisadores é como os mocinhos, ao contrário dos vilões, praticamente não apresentam imperfeições na pele. Em números, apenas 1 entre 4 deles tem algum tipo de marca.

"Nós assistimos a esses filmes nos nossos anos de formação, quando estamos aprendendo sobre o bem e o mal e, querendo ou não, eles influenciam nossas percepções sobre o mundo (...) Esperamos que isso signifique que eles estão abertos a considerar essa pesquisa quando fizerem os próximos filmes", complementou o dermatologista Matthew Gass.

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