Você sente tontura ao levantar? Seu risco de ter demência pode ser maior

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    Durante a pesquisa, 1.068 pessoas desenvolveram demência e 842 tiveram um acidente vascular cerebral isquêmico

    Durante a pesquisa, 1.068 pessoas desenvolveram demência e 842 tiveram um acidente vascular cerebral isquêmico

Pessoas que se sentem fracas ou tontas quando se levantam têm 54% mais chances de desenvolver demência, de acordo com um novo estudo, publicado na quarta-feira (25) no periódico Neurology. Além disso, os pesquisadores alertaram que os indivíduos que sofrem dessa queda súbita da pressão arterial ao se levantarem têm o dobro do risco de acidente vascular cerebral isquêmico.

"Chamada de hipotensão ortostática, essa queda de pressão tem sido associada a doenças cardíacas, desmaios e quedas, por isso queríamos realizar um grande estudo para determinar se essa forma de pressão baixa também estava ligada a problemas no cérebro, especificamente a demência", diz a autora do estudo, Andreea Rawlings, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos Estados Unidos.

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A pesquisa envolveu 11.709 pessoas com uma idade média de 54 anos que foram acompanhados por 25 anos. Nenhum tinha histórico de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral no início do estudo.

Durante o exame inicial, os participantes foram instruídos a se deitar por 20 minutos e depois se levantar em um movimento suave e rápido. A pressão sanguínea foi medida cinco vezes quando os participantes estavam em pé.

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A pesquisa envolveu 11.709 pessoas com uma idade média de 54 anos que foram acompanhados por 25 anos

Os pesquisadores determinaram que 552 voluntários, ou 4,7%, tinham hipotensão ortostática no início do estudo. Durante a pesquisa, 1.068 pessoas desenvolveram demência e 842 tiveram um acidente vascular cerebral isquêmico, ou seja, quando o fluxo sanguíneo é bloqueado para parte do cérebro.

Os pesquisadores descobriram que aqueles que tinham hipotensão ortostática no início do estudo tinham um risco 54% maior de desenvolver demência do que aqueles que não apresentavam queda de pressão. Um total de 999 dos 11.156 sem hipotensão ortostática, ou 9%, desenvolveram demência. Aqueles com queda de pressão súbita também tiveram o 15,2% mais risco de acidente vascular cerebral isquêmico, em comparação com 6,8% dos indivíduos sem hipotensão ortostática.

"Medir a hipotensão ortostática na meia-idade pode ser uma nova maneira de identificar pessoas que precisam ser cuidadosamente monitoradas quanto à demência ou acidente vascular cerebral", conclui Rawlings. "Mas mais estudos são necessários para esclarecer o que pode estar causando esses vínculos, bem como para investigar possíveis estratégias de prevenção."

Para este estudo, a pressão arterial baixa em pé foi definida como uma queda de pelo menos 20 milímetros de mercúrio (mmHg) na pressão arterial sistólica, que é a pressão nos vasos sanguíneos quando o coração bate, ou pelo menos 10 mmHg no sangue diastólico, quando o coração está em repouso. A pressão arterial normal é inferior a 120/80 mmHg.

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