Como minimizar os prejuízos trazidos pela poluição em treinos ao ar livre?

Elcio Padovez
Colaboração para o VivaBem

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No inverno, quem vive em grandes cidades e faz exercícios ao ar livre deve ficar alerta com a poluição. Devido ao tempo mais seco e a baixa umidade, os agentes poluentes não se dispersam e há um aumento de monóxido de carbono, enxofre e outras partículas nocivas no ar. Além de agravar problemas respiratórios, em longo prazo, a exposição a essas substâncias pode causar problemas respiratórios e até doenças cardíacas. 

"Durante o treino, a demanda de oxigênio é maior e, como se respira mais pela boca, o filtro do nariz acaba não sendo tão utilizado, o que pode aumentar a incidência de reações alérgicas e enfraquecer o organismo", ressalta o médico Fausto Nakarandaki, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libânes.

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Respirar o ar poluído enquanto você corre ou pedala ao ar livre, por exemplo, pode ainda anular os benefícios cardiovasculares trazidos pela atividade física, segundo um estudo publicado no periódico The Lancet. De acordo com Karina Hatano, médica da seleção brasileira de natação, beisebol e softbol, os agentes poluentes não prejudicam apenas a prática esportiva, como atrapalhar o restante do dia. "O atleta pode desenvolver crises alérgicas logo depois de treinar".

Como driblar a poluição

Nelson Evêncio, educador físico e presidente da Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo (ATC), diz que para minimizar os prejuízos trazidos pela poluição do ar você deve evitar treinar em avenidas com trânsito intenso, e fazer exercícios em parques e locais arborizados

"Para quem gosta ou só tem condições de praticar atividades físicas em avenidas e áreas com pouca presença de verde, o ideal é realizar exercícios nos horários em que a qualidade do ar é melhor: antes das 6h da manhã e após às 20h", complementa Nakarandaki.

Outro cuidado importante é manter o corpo bem hidratado tanto durante o treino, quanto ao longo do dia. Isso minimiza o ressecamento da mucosa nasal, que impede que poeira e outras partículas entrem no organismo e causem alergia ou irritações. A quantidade de líquido que deve ser ingerido na atividade física e no dia a dia é muito individual e depende de diversos fatores, como peso, intensidade da atividade física e alimentação. Mas a sede é um ótimo referencial de que o corpo precisa de água. Não ignore esse sinal. 

Outra boa saída para evitar o ressecamento da mucosa é lavar o nariz com soro fisiológico. 

Fontes: Fausto Nakarandaki, otorrino formado pela Universidade de São Paulo (USP), especialista em otorrinolaringologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e médico do Hospital Sírio-Libanês; Nelson Evêncio, educador físico e presidente da Associação Paulista de Treinadores de Corrida de SP (ATC); Karina Hatano, mestre em medicina do exercício e do esporte pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), médica da seleção brasileira de natação, de beisebol, softbol e do Instituto Cohen.

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