Bolsonaro precisou parar de comer; entenda o porquê

Giulia Granchi
Do UOL VivaBem, em São Paulo

  • Reprodução/Youtube

Ele tinha sido liberado para consumir alimentos sólidos, mas seu organismo não reagiu bem; saiba mais sobre o quadro

O candidato à Presidência Jair Bolsonoraro (PSL) se recupera no hospital da facada que levou durante campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, na quinta da semana passada (6). O político tinha sido liberado para comer alimentos sólidos, mas apresentou uma mudança em seu quadro na manhã desta quarta-feira (12). Por enquanto, ele não poderá ingerir alimentos por via oral, devido ao surgimento de uma distensão abdominal, como descreve o boletim médico emitido pelo hospital.

De acordo com o gastroentereologista Eduardo Grecco, professor da Faculdade de Medicina do ABC e cirurgião e endoscopista do Instituto EndoVitta, o quadro é comum para pacientes que passaram por cirurgias abdominais, como ocorreu com Bolsonaro. Ele foi submetido a uma colostomia, cirurgia que conecta o intestino grosso a uma bolsa fora do corpo, para descarte das fezes.

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"Em nosso sistema digestivo ocorrem os movimentos peristálticos, responsáveis por empurrar o alimento ao longo do tubo digestório. Quando o paciente passa por intervenções no intestino, como é o caso do candidato, leva algum tempo até que as alças intestinais voltem a funcionar normalmente", afirma.

Monitorado por sondas, o organismo de Bolsonaro começou a mostrar sinais clínicos de que poderia voltar à dieta sólida. Os médicos reintroduziram a alimentação, mas o intestino dele não reagiu bem. "Os alimentos que ele consumiu nesse tempo não foram eliminados e geraram gases, estufando o abdômen e causando a distensão. Nesse caso, os médicos interrompem a alimentação via oral e continuam a observar", explica Grecco.

Segundo o especialista, isso é algo esperado e depende da aceitação do corpo de cada paciente. "Não quer dizer que ele piorou ou não está bem, apenas mostra que seu intestino não está preparado para voltar a digerir comida", conclui.

Como informa o boletim do hospital, Bolsonaro voltou a ter alimentação parenteral (pela veia) até uma próxima avaliação."O estado de saúde do paciente continua estável, sem febre ou outros sinais de infecção", aponta a nota.

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