42% das pessoas não sabem o que é pré-diabetes; entenda o problema

Priscila Carvalho
Do UOL VivaBem, em São Paulo

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O pré-diabetes é um problema de saúde que merece atenção e atinge quase 15 milhões de indivíduos no Brasil. Apesar disso, 42% das pessoas não sabe o que é a condição e quais são suas consequências, segundo pesquisa feita pelo Ibope com 2 mil entrevistados, a pedido da Merck. 

O termo pré-diabetes é utilizado para indicar que um paciente apresenta risco alto para desenvolver diabetes tipo 2. É um estado intermediário entre uma pessoa saudável e alguém que tem a doença, mas que já é capaz de gerar complicações como o pé-diabético e problemas nos olhos, além de estar ligado à hipertensão e problemas renais. 

No pré-diabetes, a glicemia (nível de açúcar no sangue) começa a ficar alta. Quando o resultado em jejum varia de 100 a 125 mg/dl, é um sinal de que o paciente pode ter a condição. Nesse caso, é preciso fazer um teste oral de tolerância à glicose, também conhecido como curva glicêmica.   

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Quando a pessoa tem pré-diabetes, o pâncreas começa a produzir insulina em excesso, tentado diminuir o nível de açúcar no organismo. O problema não apresenta sintomas e está associado ao excesso de peso corporal. Por isso, pode ser combatido com mudanças no estilo de vida, como a prática de atividade física --30 minutos por dia, ao menos cinco vezes na semana -- e boa alimentação.  

E ai está o problema. No levantamento realizado pelo Ibope, 55% das pessoas estão com sobrepeso e 66% dos participantes não fazem exercícios regularmente. "Embora pareça difícil, o simples fato de se exercitar já previne que a pré-diabetes evolua. E quando o quadro avança o estado de saúde da pessoa geralmente já está grave e ela tem que ser tratada com remédios", alerta João Eduardo Nunes Salles, endócrino da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.    

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