Carla Vilhena fala sobre saída da Globo: "Sentia que me prendia um pouco"

Gisele Alquas
Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/RedeTV!

    No "Mariana Godoy Entrevista", Carla Vilhena fala sobre deixar a Globo após 34 anos

    No "Mariana Godoy Entrevista", Carla Vilhena fala sobre deixar a Globo após 34 anos

Carla Vilhena diz que está realizada pessoalmente e profissionalmente após deixar a TV Globo em janeiro desde ano depois de 34 anos na emissora. Sobre pedir demissão, a jornalista disse que havia chegado a hora de ela fazer "coisas que ela gosta".

"Trabalho desde os 16 anos com carteira assinada. É a primeira vez na minha vida [que faço isso] e estou fazendo coisas que eu gosto, viajando, passeando, escrevendo", revelou ela ao programa "Mariana Godoy Entrevista", que vai ao ar nesta sexta-feira (7), às 23h, na RedeTV!.

Carla relembrou os sonhos que tinha na juventude e contou que 'queria ser cigana para viajar o tempo todo sem parar", mas ficou difícil seguir suas vontades depois de entrar na TV. "Por um lado foi muito bom construir uma carreira, tive muitas realizações, mas por outro eu sempre senti que aquilo me prendia um pouco", afirmou ela.

Com o objetivo de galgar novos caminhos na internet, Carla disse que vinha pensando há muito tempo em deixar a Globo com o objetivo de mostrar um pouco mais de sua personalidade. 

"Já vinha me preparando para isso. Quando comecei com o que era o blog e agora é o meu site, foi uma forma de passar um pouco do que eu era, do que eu tinha dentro e que eu não conseguia passar no jornal. Então pensei que precisava passar um pouco de como eu realmente sou, porque muita gente que me encontrava na rua já dizia que sou engraçada, divertida, e parecia mais velha na televisão quando fazia jornal. Porque muitas vezes a gente não consegue sorrir, passar um pouco do que tem por dentro", disse a jornalista.

Aos 51 anos, Carla Vilhena disse que não tem problemas em assumir os fios brancos de seu cabelo, mas admitiu que não foi fácil. "É difícil, até fiz no meu site um post sobre isso porque as pessoas me questionavam muito. Você está indo contra a corrente, contra toda a humanidade, praticamente. A gente, principalmente aqui no Brasil, ainda tem uma exigência muito grande com relação a mulher de uma estética mais convencional. Então resolvi encarar, mas agora acabou virando uma prisão também porque acho que se eu pintar, o pessoal vai cair matando", contou. 

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