Sylvinho Blau-Blau sobre drogas, mulheres e música nos anos 80: "Doideira"

Jonathan Pereira
Colaboração para o UOL

  • Gabriel Cardoso/SBT

    Sylvinho Blau Blau no "The Noite"

    Sylvinho Blau Blau no "The Noite"

Sylvinho Blau-Blau relembrou o sucesso e os excessos dos anos 80 no "The Noite" de quinta-feira (6). Na entrevista a Danilo Gentili, o cantor explica por que faz sucesso até hoje, comenta o ensaio nu que fez para uma revista e cita músicas que se arrependeu de não ter gravado.

"'Whisky a Go Go', 'Chuva de Prata', do Roupa Nova, 'Joga Fora', da Sandra de Sá, umas musiquinhas que não fizeram sucesso. Se eu me arrependi? Lógico. Não gosto de dizer que me arrependo das coisas que faço, hoje eu canto 'Whisky a Go Go'. Era uma doideira, a gente era surtado naquela época", justifica.

"Nos anos 80, um dos ícones era do país aqui do lado, Pablo [Escobar]. Ele fez 'nevar' não só no Brasil como no mundo inteiro", brinca, sobre cocaína. "Eu me livrei, a Ana Paula foi fundamental", conta, referindo-se à mulher.

Sylvinho comemora a boa fase. "Não tenho muito tesão em lançar [música nova]. Estamos fazendo show pra caramba e eu tenho cinco horas de baile. Tem uma geração inteira, de 45 [anos] para cima, que está sem balada para ir, que não se reconheceu nas últimas décadas a nível de produção musical e vai atrás da gente desesperadamente".

Sem citar nomes, ele garante que já se envolveu com "atrizes globais, chacretes, apresentadoras infantis e bailarinas" dos programas de auditório. Sobre o apelido que o acompanha até hoje, diz. "Não tem só o [Ursinho] Blau Blau. Ninguém esquece dessa merda, não aguento mais carregar esse urso nas costas".

O ensaio sem roupa não o constrange. "Não me arrependo de absolutamente nada. Nem me toquei, mas fiz a revista quando tinha acabado de me batizar [na igreja evangélica]. Quando voltei na igreja ninguém falava comigo, aí me chamaram na sala do pastor. Eu falei: 'qual o problema, Jesus também não andava de túnica?'".

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