Brasil termina em sétimo e tem seu melhor desempenho em Paralímpiadas

LONDRES, 9 Set 2012 (AFP) -O Brasil encerrou sua participação nos Jogos Paralímpicos de Londres com o melhor desempenho da sua história ao terminar na sétima posição do quadro geral, com 21 ouros, 14 pratas e 8 bronzes, enquanto a China dominou de forma arrasadora com 95 títulos.

Os atletas paralímpicos brasileiros superaram o recorde de Pequim, quando tinham ficado em nono, com 16 ouros, 14 pratas e 17 bronzes.

Chegar entre os sete primeiros foi justamente a meta estabelecida antes das competições pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), que espera chegar ao quinto lugar no Rio, em 2016.

O esporte que mais rendeu títulos foi a natação, com nove ouros, três a mais que o atletismo (6).

A 21ª medalha de ouro veio neste domingo com Tito Sena, que venceu a maratona na classe T46 em 2h30m49s, com direito a uma linda arrancada no quilômetro final para superar o espanhol Abderrahman Ait Khamouch.

O maior destaque do Brasil nestes Jogos Paralímpicos foi o nadador Daniel Dias, que conquistou nada menos que seis títulos, vencendo todas as provas individuais em que participou e quebrando cinco recordes mundiais.

Daniel, que nasceu com má formação congênita dos membros, também brilhou em Pequim-2008 e assim tornou-se o maior atleta da história do país em Paralimpíadas com 15 pódios (10 ouros, quatro pratas e um bronze), superando o também nadador Clodoaldo Silva e a atleta cega Adria Santos.

Nas pistas de atletismo, a maior estrela brasileira foi outra deficiente visual, Terezinha Guilhermina, que levou o ouro nos 100 m e nos 200 m rasos da classe T1, somando-se ao ouro de Pequim-2008 nos 200 m.

Quem brilhou no estádio olímpico também foi Alan Fonteles, de apenas 20 anos, que conquistou o ouro nos 200 m rasos da classe T44 (amputados).

Alan, que será porta-bandeira do Brasil durante a cerimônia de encerramento, derrotou ninguém menos que o sul-africano Oscar Pistorius, maior estrela do esporte paralímpico, que fez história ao se tornar o primeiro amputado a participar de uma Olimpíada com atletas não deficientes, em agosto.

O futebol de cinco para cegos também fez história ao conquistar o tricampeonato olímpico com a vitória na final sobre a França, no último sábado, mantendo a invencibilidade do Brasil na modalidade.

Ouro Prata Bronze Total 1. China 95 71 65 231

2. Rússia 35 38 28 101

3. Grã-Bretanha 34 43 43 120

4. Austrália 32 23 30 85

5. Ucrânia 32 23 28 83

6. Estados Unidos 31 29 38 98

7. Brasil 21 14 8 43

8. Alemanha 18 26 22 66

9. Polônia 14 13 9 36

10. Holanda 10 10 19 39

Irã 10 7 7 24

Coreia do Sul 9 9 9 27

Itália 9 8 11 28

Tunísia 9 5 5 19

Cuba 9 5 3 17

França 8 19 18 45

Espanha 8 18 16 42

África do Sul 8 12 9 29

Irlanda 8 3 5 16

Canadá 7 15 9 31

Nova-Zelândia 6 7 4 17

Nigéria 6 5 2 13

México 6 4 11 21

Japão 5 5 6 16

Belarus 5 2 3 10

Argélia 4 6 9 19

Azerbaijão 4 5 3 12

Egito 4 4 7 15

Suécia 4 4 4 12

Austria 4 3 6 13

Tailândia 4 2 2 8

Finlande 4 1 1 6

Suíça 3 6 4 13

Hong Kong 3 3 6 12

Noruega 3 2 3 8

Belgica 3 1 3 7

Marrocos 3 0 3 6

Hungria 2 6 6 14

Sérvia 2 3 0 5

Quênia 2 2 2 6

Eslováquia 2 1 3 6

República Tcheca 1 6 4 11

Turquia 1 5 4 10

Grécia 1 3 8 12

Israel 1 2 5 8

Emirados Árabes Unidos 1 1 1 3

Letônia 1 1 0 2

Namíbia 1 1 0 2

Romênia 1 1 0 2

Dinamarca 1 0 4 5

Angola 1 0 1 2

Bósnia 1 0 0 1

Chile 1 0 0 1

Fidji 1 0 0 1

Islândia 1 0 0 1

Jamaica 1 0 0 1

Macedônia 1 0 0 1

Croácia 0 2 3 5

Bulgária 0 2 1 3

Iraque 0 2 1 3

Colômbia 0 2 0 2

Argentina 0 1 4 5

Portugal 0 1 2 3

Taiwan 0 1 2 3

Malásia 0 1 1 2

Cingapura 0 1 1 2

Arábia Saudita 0 1 0 1

Chipre 0 1 0 1

Etiópia 0 1 0 1

Índia 0 1 0 1

Uzbequistão 0 1 0 1

Eslovênia 0 1 0 1

Venezuela 0 0 2 2

Indonésia 0 0 1 1

Sri Lanka 0 0 1 1

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502 502 516

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