Barboza critica 'drama' de lutadores com derrotas e promete voltar rápido

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)
Ag. Fight

  • AP Photo/Nam Y. Huh

Contra Kevin Lee, em abril, Edson Barboza sofreu pela primeira vez na carreira duas derrotas seguidas. O peso-leve (70 kg) havia perdido também em dezembro para Khabib Nurmagomedov, o que, em muitos casos, poderia representar uma queda de confiança por parte do lutador. Mas não parece ser o caso do brasileiro. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Barboza afirmou não entender por que a derrota nos esportes de luta é, em seu ponto de vista, superdimensionada.

De acordo com o lutador fluminense, nem sempre a derrota significa que o planejamento e a execução da luta foram errados. Justamente por isso, ele diz acreditar que é preciso lidar melhor com os reveses, até para que eles não influenciem demais em sua performance em combates futuros.

"Eu sei que é um esporte. Às vezes você ganha, às vezes você perde. Não sei por que na luta a gente tem tanto esse drama quando perde, porque perder faz parte do esporte. Eu consigo lidar bem com isso, mas, ao mesmo tempo, todas as minhas derrotas ficam engasgadas, porque eu sei que eu poderia ter vencido todas este que é o problema. Mas acontece. Às vezes a gente faz tudo certo e perde, e às vezes a gente faz tudo errado e ganha. Esporte é isso aí, e a gente tem que aprender a lidar", declarou.

No entanto, de acordo com Barboza, não há por que confundir o fato de ele lidar bem com a derrota com aceitá-la sem queixas. O atleta explicou que o trabalho de revisão dos últimos combates é feito independentemente do resultado, a fim de evitar que as brechas em seu jogo sejam exploradas pelos próximos adversários.

"Independentemente de duas derrotas seguidas ou três vitórias seguidas, a gente tem que sempre rever, porque às vezes as coisas não acontecem, né, então a gente tem que tentar melhorar. Eu não tive oportunidade ainda de conversar com os treinadores sobre isso, mas eu estou voltando semana que vem para os Estados Unidos, já vou sentar com eles, ver o que realmente aconteceu, o que a gente fez de certo e de errado, para que não aconteça na próxima luta", afirmou.

O brasileiro disse ainda que já está pronto para aceitar um novo duelo. De acordo com o atleta que mora em Nova Jersey (EUA), onde faz parte do time de Frankie Edgar, as derrotas não devem ser encaradas como um atraso na busca por um title shot.

"Não sei se atrasa, não. A gente não sabe como funciona o ranking. Às vezes o cara está lá atrás e disputa o cinturão. A gente não sabe quem está perto e quem está longe, mas eu vou continuar trabalhando. Vou trabalhar, dar meu melhor a cada dia e fazendo de tudo para ter minha chance de lutar pelo cinturão e ganhar. Enquanto eu estiver me divertindo nos treinos e na luta, eu vou ter esse objetivo", disse.

De fato, as últimas disputas de cinturão nos leves não tiveram, no córner azul costumeiramente dedicado ao desafiante ?, lutadores que estavam imediatamente abaixo do adversário no ranking oficial do UFC: em novembro de 2016, Eddie Alvarez perdeu o título para Conor McGregor, que, à época, era o detentor do cinturão dos penas; depois, com a deposição do irlandês, Khabib Nurmagomedov, contender número 1, acabou enfrentando Al Iaquinta, que estava na 11ª posição.

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