Emplaca, Zé! Como está o Botafogo após dois meses da estreia do técnico

  • Thiago Ribeiro/AGIF

Dia 12 de outubro. Há exatos dois meses, Zé Ricardo comandava a sua primeira partida sob o comando do Botafogo, que havia acabado de atropelar o planejamento ao demitir Marcos Paquetá de forma relâmpago. Da estreia contra o Paraná para cá, o treinador acumula 14 partidas, com um contestável aproveitamento de 45,2% (cinco vitórias, quatro empates e cinco derrotas).

O Botafogo de Zé tem em Luiz Fernando o seu principal nome, mas ainda não consolidou uma maneira de jogar e, talvez por isso, não consiga embalar uma sequência de vitórias. Além disso, pesa o fato de o comandante ter que alternar constantemente o seu meio-campo, sobretudo com as lesões de Renatinho, Valencia e Jean - do trio, apenas o meia ex-Paraná já está à disposição.

"Estamos há quatro jogos sem perder. Faltou um pouco mais de tranquilidade, talvez, até pela pressão que é jogar perto da zona (Z4). Nosso grupo é jovem, e isso pesa um pouco. Estamos no caminho pois, na minha visão, mostramos algumas evoluções. É natural algumas oscilações. Acredito que tivemos mais compactação no ataque no segundo tempo. Um passo para frente... Espero que esteja mais automatizado contra uma equipe envolvente como o Ceará", projetou Zé Ricardo logo após o empate com o Vasco, terça última, destacando o revezamento de triunfos e empates nos últimos quatro compromissos.

O que tem dado certo

Dá para dizer que Zé, embora nunca tenha tido a chance de escalar Gatito Fernández ou Jefferson, foi agraciado com a chegada de Erik, que tomou a vaga de Rodrigo Aguirre na ponta direita e solidificou a dupla de pontas. A dupla, não necessariamente em conjunta, tem municiado Kieza com eficiência. O centroavante voltou a marcar após um considerável jejum e tem sido elogiado pela boa movimentação e papel de referência - contra o Cruz-Maltino, por exemplo, escorou de peito para o golaço de Luiz Fernando.

Além dos atacantes, o já citado Jean vinha sendo importante para segurar os avanços de Rodrigo Lindoso e Bochecha. Os meio-campistas, neste período, viveram o auge da fase ofensiva contra o Vitória, quando o Alvinegro enfiou quatro gols, um deles de Lindoso e outro com assistência de Bochecha. Sem Jean, Matheus Fernandes tem atuado, mudando um pouco o dinamismo e mantendo o bom nível do setor. Cabe destacar também a ótima fase de Igor Rabello atrás.

O que ainda não emplacou

O banco alvinegro, sobretudo. Neste ínterim com Zé Ricardo, apenas Rodrigo Aguirre, de todas as substituições, foi quem deixou a área de suplentes para ir à rede. O gol do uruguaio se deu na vitória contra o Sport, o seu único desde a badalada chegada ao Alvinegro. Aguirre, aliás, tem tido cada vez menos espaço com o atual treinador, e tem visto Brenner e Rodrigo Pimpão serem preferência no banco. Dá para dizer ainda que apenas Pimpão tem correspondido.

No último jogo, Zé Ricardo chegou a apostar em João Pedro, outro reforço que ainda não emplacou, para decidir o jogo. Não é por falta de tentativas de mexidas no ataque que ele vê a sua equipe, sob o seu comando, negativar o saldo de gols - até aqui, marcou 17 gols e levou 21, sendo muito deles por conta de vacilos do sistema defensivo, ainda longe do ideal e que continuam trazendo dores de cabeça quando o tema é zona do rebaixamento.

Os números de Zé Ricardo

JOGOS: 14
VITÓRIAS: 5
DERROTAS: 5
EMPATES: 4
APROVEITAMENTO: 45,2%

GOLS MARCADOS: 17
GOLS SOFRIDOS: 21

OS ARTILHEIROS DA ERA ZÉ RICARDO

Rodrigo Lindoso: 4
Luiz Fernando: 3
Rodrigo Pimpão: 2
Kieza: 2
Valencia: 1
Carli: 1
Rodrigo Aguirre: 1
Erik: 1
Jean: 1
Gol contra: 1

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