Encostado em Portugal, ex-Flu não descarta volta ao Brasil; Fla observa

Marcus Alves
Colaboração para o UOL, de Lisboa (POR)

  • Thiago Ribeiro/AGIF

    Wendel, ex-Fluminense, pode retornar ao futebol brasileiro

    Wendel, ex-Fluminense, pode retornar ao futebol brasileiro

Depois de ter estado à frente até mesmo de Arthur, hoje no Barcelona, no radar da seleção, Wendel tenta recuperar o tempo perdido. O volante de 21 anos, que surgiu muito bem no Fluminense, não consegue se firmar no Sporting e, até aqui, soma apenas 14 minutos em jogos oficiais na temporada europeia. Cada vez mais escanteado em Portugal, o jovem jogador já não descarta um retorno ao Brasil se a situação persistir.

Conforme apurado pelo UOL Esporte, São Paulo, Flamengo, CSKA Moscou, Lille e Red Bull Leipzig fizeram contato na última janela de transferências para tentar a sua contratação.

Os cinco esbarraram na postura firme do Sporting, que pagou 7,5 milhões de euros (R$ 31,5 milhões) por seu futebol e recusou abrir qualquer conversa que não fosse por venda em definitivo. Somente em comissões a empresários, o time de Alvalade desembolsou 1,2 milhões de euros (R$ 5 milhões) em sua vinda.

Pessoas ligadas à revelação do Flu asseguram que o interesse de São Paulo e Flamengo ainda persiste e uma nova ofensiva não está descartada ao fim do ano, ainda que o cenário, especialmente do lado rubro-negro, seja difícil de cravar, com as eleições presidenciais no horizonte.

Ao desembarcar em janeiro, Wendel sofreu para entrar nos planos do então técnico Jorge Jesus, que chegou a dizer que, para o reforço, tudo "ainda é chinês, tem de aprender muito tecnicamente". A situação não mudou com o novo comandante José Peseiro, que o utilizou apenas nos minutos finais contra o Marítimo, pela Taça da Liga, competição secundária, ainda em 16 de setembro, e o deixou no banco de reservas em outras duas partidas.

Sem entrar em campo, a promessa brasileira deixa transparecer a saudade de casa.

Após se apresentar para a pré-temporada com atraso autorizado pela diretoria, ele já voltou ao Brasil em mais de uma ocasião no espaço de pouco mais de um mês. A justificativa oficial para a última vinda nesta semana, durante a pausa da data Fifa, foi o falecimento de um familiar.

No Sporting, a avaliação que se tem é de que, a despeito da facilidade do idioma e da presença de diversos compatriotas em seu cotidiano, Wendel enfrenta problemas de adaptação, com a distância da família saltando aos olhos. Para funcionários do clube que estão ao seu lado no dia a dia, ele passa a impressão de não se sentir "totalmente à vontade".

A expectativa que havia ao seu redor, no entanto, era outra.

Com o grupo de atletas que pediu rescisão de contrato ao clube após os ataques de vândalos no centro de treinamento, Wendel largou a preparação como titular no meio-campo, em amistoso contra o Olympique de Marselha, ainda em julho. A partida serviu para apresentação das caras novas do time para a torcida.

Para ele, ficou apenas nisso, contudo. Até o momento, a sua temporada tem sido marcada pela entrada criminosa que sofreu do compatriota Lucas Áfrico, defensor do Marítimo, que acertou um chute na altura de seu peito e foi expulso com um cartão vermelho direto.

Com contrato até 2023, a tendência é que o volante saia por empréstimo na virada do ano para não se desvalorizar ainda mais.

Colaboraram Bruno Grossi e Vinícius Castro, de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ)

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