O que mudou nas seleções de Croácia e Inglaterra desde a semifinal da Copa

Arthur Sandes e Gustavo Setti
Do UOL, em São Paulo

  • Ryan Pierse/Getty Images

As seleções de Croácia e Inglaterra se reencontram às 15h45 (de Brasília) desta sexta-feira (12), em duelo da Liga das Nações, três meses após terem se enfrentado na semifinal da Copa do Mundo. Daquela vez, os croatas passaram na prorrogação e se classificaram de forma histórica para a decisão; mas de lá para cá muita coisa mudou.

A novidade mais bombástica foi a coroação de Luka Modric como melhor jogador do mundo pela Fifa, mas houve também mudanças nos bastidores e na expectativa em torno de cada seleção. Os técnicos Zlatko Dalic e Gareth Southgate renovaram seus contratos, e o novo ciclo que começa tem as equipes em posições muito diferentes em relação ao anterior.

Modric melhor do mundo

Michael Regan - FIFA/Getty Images

Na Rússia, Luka Modric já era um dos destaques da seleção croata ao longo do Mundial e vinha de boa temporada com o Real Madrid. Assim, o vice-campeonato na Copa foi decisivo para que o camisa 10 acabasse com a hegemonia de Cristiano Ronaldo e Messi e vencesse o troféu da Fifa de melhor jogador do mundo. Ele superou o português e Salah na final para levar o prêmio e se tornar o primeiro atleta a desbancar CR7 e Messi, que levaram o prêmio nas últimas 10 edições.

Técnicos de contratos renovados

Alexander Hassenstein/Getty Images

Zlatko Dalic e Gareth Southgate chegaram à Rússia sem muito protagonismo. Para se ter ideia, o croata assumiu a seleção como interino e só foi efetivado após a classificação na repescagem contra a Grécia. Já Southgate também começou como interino e acabou promovido no fim de 2016 pelos bons resultados à frente da Inglaterra. Com o bom desempenho na Copa, tanto o croata quanto o inglês tiveram os contratos renovados.

Recomeço após a Copa

Dan Mullan/Getty Images

Na Rússia, esperava-se uma seleção inglesa em construção, talvez ganhando experiência para 2022. A Croácia, pelo contrário, tinha sua 'última chance' de transformar uma geração estrelada em boa campanha — dificilmente Modric (33 anos), Rakitic (30) e Mandzukic (32) chegarão à próxima em alto nível. Não à toa, os croatas eram em média três anos mais velhos do que os ingleses na semifinal da Copa (29 contra 26 anos). Tal cenário tem enorme influência no atual ciclo, porque coloca as duas seleções em níveis diferentes para o próximo Mundial: a expectativa é de uma Inglaterra pronta para brilhar, mas uma Croácia envelhecida ou totalmente reformulada.

Tropeços contra a Espanha

JOSE JORDAN / AFP

Croatas e ingleses sofreram após a Copa do Mundo e foram vítimas da Espanha na estreia das duas seleções na Liga das Nações. Pior para a vice-campeã, que saiu de campo goleada por 6 a 0 em duelo fora de casa. Já a Inglaterra não sofreu tantos gols, mas também foi mal, levou a virada dos espanhóis em pleno Wembley e acabou derrotada na frente de sua torcida por 2 a 1. 

Caras novas nos dois times

EFE/FRIEDEMANN VOGEL

O envelhecimento da seleção croata faz o técnico Dalic testar uma série de peças novas nesta Liga das Nações. Tanto na primeira convocação pós-Copa, em agosto, quanto na atual são oito nomes diferentes em relação ao Mundial (quase todos na faixa dos 24 anos). Destaques da lista, Marko Rog e Pasalic buscam espaço no futebol italiano, respectivamente no Napoli e na Atalanta. Do outro lado, a Inglaterra aposta em um trio de jovens: Maddison (21 anos, Leicester), Mount (19, emprestado pelo Chelsea ao Derby County) e Jadon Sancho (18, Borussia Dortmund).

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