PSG admite critérios étnicos para contratar e promete punições

Paris, 8 nov (EFE).- O Paris Saint-Germain disse ter descoberto há apenas um mês que eram usados critérios étnicos para contratar jogadores para a base do clube e que já está investigando o caso, além de ter prometido punir os culpados.

Em uma dupla entrevista publicada nesta sexta-feira pelos jornais franceses "L'Équipe" e "Le Parisien", o diretor-geral delegado do PSG, Jean-Claude Blanc, confirmou que tiveram conhecimento da irregularidade recentemente e reconheceu que nas fichas que catalogavam os atletas havia uma divisão em quatro grupos: franceses, norte-africanos, antilhanos e africanos.

Segundo o dirigente, está sendo feita uma investigação interna, da qual estão encarregados dois advogados de fora do clube e cujos resultados sairão dentro de duas semanas.

Blanc garantiu que ninguém da diretoria havia tomado conhecimento dessa segregação, mas admitiu que em 2014 recebeu um alerta sobre declarações ambíguas de Marc Westerloppe, responsável pela captação de promessas desde 2013, durante reunião do departamento de formação de jogadores.

De acordo com documentos vazados pela plataforma "Football Leaks", Westerloppe disse durante tal reunião que havia muitos antilhanos e africanos no clube e que a diretoria queria mais franceses.

Blanc relatou ter convocado Westerloppe para saber se tais declarações eram verdadeiras, mas foi desmentido. O olheiro ainda disse na época que não havia provas para demiti-lo ou nem mesmo para demiti-lo.

A legislação francesa pune com até cinco anos de prisão e 300 mil euros de multa "a coleta ou o tratamento de dados de caráter pessoal que incluem, direta ou indiretamente, origens raciais ou étnicas de pessoas".

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