Paquistão diz ter matado 100 "terroristas" após ataque a santuário

Em Sehwan Sharif

  • Umar Qayyum/Xinhua

    Policiais montam guarda diante de mesquita em Peshawar, no noroeste do Paquistão

    Policiais montam guarda diante de mesquita em Peshawar, no noroeste do Paquistão

Forças de segurança do Paquistão mataram dezenas de militantes suspeitos nesta sexta-feira (17), um dia depois que o Estado Islâmico reivindicou um atentado suicida que matou mais de 80 fiéis em um santuário sufi.

"Mais de 100 terroristas foram mortos desde a noite passada e apreensões consideráveis também foram feitas", disseram os militares em uma atualização das operações.

"Os terroristas serão alvejados sem piedade, indiscriminadamente, em qualquer lugar", acrescentou um porta-voz das forças armadas no Twitter.

Às primeiras horas desta sexta-feira, poucas horas depois de um homem-bomba atingir uma multidão num famoso santuário do Paquistão, um grupo de devotos acorreu ao mausoléu de domo dourado e dançou em uma celebração fervorosa de sua fé sufista.

O ataque da noite de quinta-feira ao santuário de Lal Shahbaz Qalandar, em Sindh, província do sul do país, matou 83 pessoas, o ataque mais mortífero em solo paquistanês em dois anos.

O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico, que tem uma presença pequena, mas cada vez mais proeminente, no Paquistão.

O santuário é um dos locais sagrados mais reverenciados da nação e atrai mais de um milhão de visitantes por ano. Sua fama pode se dever aos homens e mulheres que ali praticam a antiga forma de dança sufi chamada "dhamaal".

Muitos devotos entrevistados pela Reuters nesta sexta-feira deixaram claro que, apesar da frustração com as autoridades por não conseguirem proteger o santuário, eles continuarão a visitá-lo para expressar sua fé.

"Esta explosão não consegue afetar a determinação dos devotos em vir aqui ou a ir a qualquer outro santuário", disse Iqbal Husain, de 49 anos, morador da cidade de Sehwan Sharif, às margens do rio Indo, onde o templo está localizado.

"Nossa vida e nossa morte está com Lal Saain", acrescentou, referindo-se ao santo do século 13 em cuja memória o santuário atacado foi erguido cerca de 800 anos atrás.

Uma série de ataques ao longo de cinco dias atingiram todas as quatro províncias do Paquistão e duas grandes cidades, matando quase 100 pessoas.

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