Polícia americana amplia as buscas por assassino que transmitiu crime pelo Facebook

Em Chicago

  • Cleveland Police via Reuters

 A polícia americana ampliou nesta segunda-feira (17) a busca pelo homem que transmitiu pelo Facebook o assassinato de um idoso de Cleveland e que anunciou sua intenção de continuar matando.

A polícia de Cleveland, Ohio, disse acreditar que o suspeito, Steve Stephens, de 37 anos, está armado e é perigoso, e alertou autoridades de outros quatro Estados vizinhos para que o procurem.

Robert Godwin, de 74 anos, foi baleado e morto no domingo, tendo sido escolhido pelo suspeito aparentemente de forma aleatória, quando voltava para casa depois de um jantar de Páscoa, segundo a polícia e a imprensa local.

"Sabemos que Steve ainda está à solta, em algum lugar", disse o chefe da polícia de Cleveland, Calvin Williams. "Nós não sabemos sua condição e, claro, desconhecemos seu paradeiro. Pedimos que as pessoas permaneçam vigilantes".

A polícia emitiu um mandado de prisão por homicídio agravado contra Stephens, descrito como um homem negro barbudo de 1,85 metro e 110 kg, que foi visto pela última vez em um Ford Fusion branco com uma placa temporária.

O FBI ofereceu uma recompensa de 50 mil dólares a qualquer um que contribua para a prisão do suspeito, durante uma entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira.

Em um vídeo publicado na página de Stephens no Facebook, um homem que parece ser ele aparece saindo de um veículo e se aproximando da vítima, que é mostrada com uma arma na cabeça e depois caindo no chão, quando um tiro é disparado.

"Eu matei 13, então estou trabalhando no 14 neste momento", diz o suspeito em um segundo vídeo. "Eu estou apenas dirigindo por aí atropelando filhos da puta, cara".

A polícia disse que Stephens transmitiu o assassinato no Facebook Live, mas que não verificou sua alegação de ter cometido outros homicídios.

Os vídeos foram removidos pelo Facebook.

"Zangado com a namorada"

"Este é um crime horrível e não permitimos esse tipo de conteúdo no Facebook", disse a empresa em comunicado.

"Trabalhamos duro para manter um ambiente seguro no Facebook, e estamos em contato com a polícia em situações de emergência quando há ameaças diretas à segurança física", acrescentou.

A mãe de Stephens disse à CNN que ligou para ele no domingo quando ficou sabendo do vídeo, e que ele disse que estava atirando em pessoas porque estava "zangado com a namorada".

A polícia disse que a mulher a que ele se referiu estava em um lugar seguro.

Detetives de Cleveland também entraram em contato com Stephens por telefone no início da investigação, disse Williams.

"Eles tentaram, é claro, convencê-lo a se entregar e, claro, isso não aconteceu até agora, então estamos pedindo a ajuda das pessoas para encontrar esse cara. Nós sabemos que ele está por aí em algum lugar", afirmou.

O último sinal do celular de Stephens procede de Erie, na Pensilvânia, cerca de 160 km ao leste de Cleveland.

A polícia de Cleveland pediu que os estados da Pensilvânia, Nova York, Indiana e Michigan ficassem em alerta.

Dezenas de buscas

A polícia federal americana (FBI) e o serviço de delegados dos Estados Unidos (US Marshals) se uniram às buscas.

"Este homem é perigoso e ele pode estar perto, longe, ou em qualquer lugar no meio disso", disse Stephen Anthony, agente especial do FBI no comando da operação.

"Nós vamos tornar o mundo deste indivíduo muito, muito, muito pequeno, por isso estou muito otimista", disse Peter Elliot, o delegado responsável pelo caso. "Eu acho que as coisas vão acontecer, e muito rapidamente".

Mas Williams disse que durante a noite a polícia procurou "em vão" o suspeito em dezenas de locais.

"Se há alguém que está ajudando ou acha que está ajudando Steve, não está realmente. Você vai se meter em problemas, junto com ele", alertou.

Stephens trabalhava na Beech Brook, uma agência de saúde comportamental que oferece a crianças serviços de saúde mental, guarda e adoção, tratamento para jovens em risco e outros programas.

Em seu vídeo, Stephens exibiu seu crachá da Beech Brook.

"Estamos chocados e horrorizados, como todo mundo", disse à CNN Nancy Kortemeyer, porta-voz da agência. "Pensar que um dos nossos funcionários poderia fazer isso é horrível".

 

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