Trump ordena "rodear" e "aniquilar" EI em todas as zonas onde o grupo opera

Em Washington

  • Yuri Gripas/ Reuters

    O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, apresenta a nova estratégia dos EUA contra o Estado Islâmico, no Pentágono, Washington

    O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, apresenta a nova estratégia dos EUA contra o Estado Islâmico, no Pentágono, Washington

O secretário de Defesa dos EUA, James Mattis, anunciou nesta sexta-feira (19) que o presidente Donald Trump ordenou uma mudança de estratégia para "rodear" e "aniquilar" o Estado Islâmico (EI) em todas as zonas onde o grupo jihadista opera.

Em uma entrevista à imprensa no Pentágono, Mattis disse que o objetivo agora é que o EI não escape das zonas nas quais resiste a fim de eliminar sua ameaça.

Junto ao chefe do Estado Maior Conjunto, o general Joseph Dunford, e o enviado do Departamento de Estado contra o EI, Brett McGurk, Mattis anunciou um "mudança tática" que não buscará deslocar os jihadistas desde suas posições, senão "rodeá-los".

A estratégia, que não só afetará a Síria e Iraque, mas também outros lugares com presença do grupo jihadista como Líbia e Afeganistão, pretende fazer com que os combatentes estrangeiros que se somaram ao Estado Islâmico não possam fugir e retornar a seus países.

"Os combatentes estrangeiros são uma ameaça estratégica", disse Mattis, dizendo que "aniquilará" essa ameaça para que não ponham em risco outros países.

O chefe do Pentágono também disse que as regras de combate não mudarão e continuará tentando fazer o possível para minimizar as vítimas civis nos bombardeios e operações americanas de apoio às forças locais na Síria e Iraque.

O anúncio ocorre no início da primeira viagem internacional de Trump como presidente à Arábia Saudita, Israel e Europa, onde a luta contra o terrorismo jihadista será tema central das conversas, especialmente em Riad e na cúpula da Otan em Bruxelas.

Além disso, as forças iraquianas estão a ponto de libertar totalmente a cidade iraquiana de Mosul, que há 3 anos marcou o início da rápida expansão do EI na Síria e Iraque.

Forças curdas e árabes, aliadas da coalizão contra o EI, estão preparando a ofensiva contra Al Raqqa, a capital de fato do grupo jihadistas na Síria.

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