Família pressiona Vaticano sobre jovem sumida há 30 anos

ROMA, 19 JUN (ANSA) - A família de Emanuela Orlandi, adolescente vaticana desaparecida há 34 anos, pediu uma audiência com o secretário de Estado da Santa Sé, Pietro Parolin, para cobrar o acesso a eventuais documentos secretos sobre o crime.   

Emanuela sumiu misteriosamente no dia 22 de junho de 1983, quando tinha 15 anos de idade. Ela era filha de um funcionário da Prefeitura da Casa Pontifícia e residia dentro dos muros do Vaticano. Até hoje o caso permanece sem solução.   

O pedido foi feito por Pietro Orlandi, irmão de Emanuela, motivado por rumores de que haveria um "dossiê" sobre o desaparecimento e as investigações subsequentes. "Já demos todos os esclarecimentos que nos pediram, não podemos fazer mais do que simpatizar e considerar o sofrimento dos familiares. Mas, para nós, o caso está fechado", declarou o vice de Parolin na Secretaria de Estado, Angelo Becciu.   

O caso é um dos mais misteriosos da Justiça italiana e já deu combustível a diversas teorias da conspiração, principalmente por envolver a filha de um funcionário da Igreja Católica. Além disso, foi tema de um filme de Roberto Faenza lançado em 2016, "A verdade está no céu". (ANSA)
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