Trump afirma que não descarta "opção militar" para a Venezuela

Washington, 11 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não descarta uma "opção militar" para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma "bagunça muito perigosa".

"Temos muitas opções para a Venezuela, inclusive uma possível opção militar se for necessário", disse Trump em seu clube de golfe de Bedminster, em Nova Jersey, onde passa suas férias, após reunir-se com o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de segurança nacional, H.R. McMaster; e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

"Não vou descartar uma opção militar (...). Uma opção militar é algo que, certamente, podemos buscar", destacou o presidente americano aos jornalistas.

"Temos tropas no mundo todo, em lugares que estão muito longe. A Venezuela não está muito longe. E as pessoas estão sofrendo e estão morrendo", acrescentou.

Quando perguntado se seria uma operação liderada pelos EUA e se o seu governo busca uma mudança de regime na Venezuela, Trump respondeu: "Não vamos comentar sobre isso".

O presidente americano fez esse comentário depois que o Departamento do Tesouro impôs nesta quarta-feira uma nova rodada de sanções econômicas contra oito funcionários venezuelanos, entre eles Adán Chávez, irmão do falecido presidente Hugo Chávez, por seu papel na "ilegítima" Assembleia Nacional Constituinte.

As sanções, que congelam os ativos que estas pessoas possam ter nos EUA e proíbem a realização de transações financeiras com eles, foram divulgadas uma semana depois de Washington incluir o presidente Nicolás Maduro em sua "lista negra" internacional.

Os oito sancionados são membros da Assembleia Constituinte, instaurada há uma semana e com a qual se busca reescrever a Carta Magna e redefinir a ordem institucional na Venezuela.

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