Chefe do Estado Maior dos EUA vai à Ásia por conflito com a Coreia do Norte

Washington, 13 ago (EFE).- O governo dos Estados Unidos enviou o chefe do Estado Maior Conjunto do Exército, general Joe Dunford, em uma viagem que o levará à China, ao Japão e à Coreia do Sul para discutir a ameaça nuclear da Coreia do Norte e coordenar as ações com os países da região para não haver erros de cálculo.

A turnê asiática de Dunford tem como objetivo "tranquilizar os aliados e melhorar os laços entre os Exércitos durante um período complicado na região, afirmou neste domingo o Pentágono.

A Coreia do Norte será o tema central de discussão nos diálogos do chefe militar com os líderes dos três países, disse o próprio Dunford no avião que o leva para a Ásia.

O chefe do Estado Maior, que é general dos Marines, fez escala no Havaí, onde se reuniu com o responsável do Comando do Pacífico , o almirante Harry B. Harris Jr., da Marinha americana.

"Temos que ter transparência nos nossos esforços de planejamento e precisamos ter com a China relações efetivas entre os exércitos para que não haja erros de cálculo", disse Dunford aos jornalistas.

"Durante essa viagem trabalharei para melhorar as nossas já forte relações militares em Seul e Tóquio, e também para continuar desenvolvendo a relação que tive com o general chinês Feng Fenghui desde nossa primeira conversa há 16 meses", explicou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, trocaram durante a última semana uma série de ameaças de ataques, piorando ainda mais a relação já ruim entre os dois países.

O Pentágono lembrou hoje que na última reunião do Conselho de Segurança da ONU a China apoiou a imposição de sanções contra o regime de Kim Jong-un pelos testes de mísseis recentes.

A postura, segundo os chefes militares do Comando Pacífico dos EUA, indica que a China, principal liado de Kim, poderia estar "perdendo a paciência com a Coreia do Norte", disse o Pentágono.

"Como líder militar, tenho que garantir que o presidente (Trump) tenha opções militares viáveis caso a campanha de pressão diplomática e econômica fracasse", disse Dunford, ressaltando, no entanto, que espera apenas apoiar as ações lideradas pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, e evitar qualquer conflito.

Últimas notícias Ver mais notícias