Oposição venezuelana critica ameaça militar de Trump e ingerência de Cuba

Caracas, 13 ago (EFE).- A oposição venezuelana reunida na Mesa da Unidade Democrática (MUD) criticou neste domingo a ameaça militar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao país, bem como a ingerência de Cuba que, segundo assegura, o governo de Nicolás Maduro permitiu tanto nas forças armadas quanto na política interna.

Trump disse na sexta-feira que seu governo não descarta a "opção militar" e lembrou que seu país tem tropas por todo o mundo enquanto que, segundo acrescentou, "a Venezuela não está muito longe e as pessoas estão sofrendo e estão morrendo".

Perante isso, a coalizão de partidos que se opõem à chamada revolução bolivariana emitiu um comunicado em que denuncia que a "ditadura de Nicolás Maduro levou a Venezuela a uma tragédia humanitária sem precedentes. Agora se soma à crise a ameaça do uso da força por parte de uma potência estrangeira".

"A cúpula que tem o poder no país está sofrendo o repúdio internacional e está nos isolando do resto do mundo, especialmente de países irmãos e vizinhos que foram nossos aliados históricos", assegurou a MUD, que repudia "o uso da força, ou a ameaça de aplicar a mesma, por parte de qualquer país na Venezuela".

Nesse sentido, o antichavismo recrimina ainda "a presença e ingerência nos assuntos internos do nosso país e, muito especialmente, da nossa Força Armada Nacional Bolivariana, de pessoal civil e militar estrangeiro".

"A Venezuela sofre há anos com intervenções militares e políticas de Cuba, não só afetando nossa soberania e independência, mas também constituindo uma das principais causas da violência e da repressão por parte do governo", acrescenta o texto.

"É o empenho autoritário de Nicolás Maduro e sua cúpula (...) o que trouxe o isolamento e as ameaças externas ao nosso país. Por isso exigimos à ditadura de Nicolás Maduro que cesse seu empenho para determos a destruição da Venezuela ", destaca a nota.

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