Prefeito de Charlottesville qualifica atropelamento como "ato de terrorismo"

Charlottesville (EUA), 13 ago (EFE).- O prefeito de Charlottesville, o democrata Mike Signer, assegurou neste domingo que o atropelamento que ontem deixou uma pessoa morta e mais de 20 feridos foi um "ato de terrorismo" e instou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a pôr um fim na situação.

"Foi um ato de terrorismo em que se usou um veículo como arma", declarou Signer em uma entrevista no programa "Meet the Press" da emissora "NBC", ao comentar o sábado de violência nesta cidade da Vírginia.

Signer também salientou que "corresponde ao presidente Trump dizer que já basta".

O prefeito afirmou que Trump impulsionou estes grupos racistas com os seus agressivos discursos. "Vejam a campanha eleitoral que fez", comentou.

Trump foi alvo de fortes críticas depois que neste sábado condenou "o ódio e o fanatismo" e qualificou de "terrível" o incidente, mas não citou expressamente os supremacistas brancos que tinham convocado a marcha, entre os que encontrava-se David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan.

A cidade universitária de cerca de 50.000 habitantes, a apenas 200 quilômetros de Washington, acordou hoje consternada pela caótica jornada de ontem após os violentos choques provocados por uma marcha de supremacistas brancos.

Pouco depois, um motorista investiu contra um grupo de opositores à marcha racista depois que esta foi cancelada pelas autoridades.

Como consequência, uma mulher de 32 anos morreu e outras 20 pessoas sofreram ferimentos de distintas gravidades.

Além disso, dois agentes da polícia estatal da Virgínia morreram na queda do helicóptero em que estavam ajudando nos trabalhos de vigilância para proteger a segurança na cidade.

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