Coreia do Norte estende sua ameaça nuclear a Tóquio e Seul após novas sanções

Em Seul

  • KNCA/via Reuters

    Líder norte-coreano Kim Jong-un entre apoiadores, na capital do país, Pyongyang

    Líder norte-coreano Kim Jong-un entre apoiadores, na capital do país, Pyongyang

A Coreia do Norte estendeu sua ameaça nuclear ao Japão e à Coreia do Sul, que são recriminados pelo apoio "ardente" aos Estados Unidos na busca de novas sanções, e aos que defendem "liquidar" por desejo seu exército e seu povo.

O regime norte-coreano acredita ser necessário "desferir um golpe" sobre os japoneses, que "não chegaram a raciocinar" nem depois do lançamento de um míssil balístico intercontinental sobre o arquipélago, cujas ilhas "deveriam ser afundadas no mar pela bomba nuclear", disse um porta-voz do Comitê norte-coreano para a Paz da Ásia-Pacífico em um comunicado divulgado durante a noite pela agência "KCNA".

O comitê norte-coreano disparou também contra o Governo sul-coreano, ao qual acusa de ser um grupo de "traidores" e "cachorros dos Estados Unidos" ao pedir sanções mais duras sobre seus "compatriotas".

"O grupo de traidores pró EUA deve ser severamente castigado e liquidado com um ataque para que não possa sobreviver. Só então, a nação coreana poderá prosperar em um território unificado", expôs o regime.

Pyongyang mostrou assim sua rejeição ao apoio dado pelos países vizinhos às novas sanções impostas na segunda-feira pelo Conselho de Segurança da ONU, com o qual também disse se sentir "furioso".

Tóquio qualificou estas ameaças de "extremadamente provocativas e inescusáveis", e afirmou que a atitude do país vizinho "aumenta notavelmente a tensão" e "só levará a um isolamento ainda maior", em palavras do ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga.

O Governo nipônico é partidário de "continuar aplicando a máxima pressão" sobre a Coreia do Norte, e manterá sua "vigilância total" sobre Pyongyang em colaboração com os Estados Unidos e "com vistas a proteger o povo japonês", apontou Suga em coletiva de imprensa.

O regime liderado por Kim Jong-un também acusou hoje as Nações Unidas de ter se transformado em "uma ferramenta "que serve aos EUA, e que ao invés de assegurar a paz e a segurança, "a destrói sem piedade".

"O Conselho de Segurança da ONU é composto por países sem princípios e, em consequência, tal ferramenta inútil deve ser dissolvida imediatamente", recolheu o comunicado de "KCNA".

A ONU aprovou na segunda-feira novas medidas contra a Coreia do Norte destinadas a afogar mais sua economia, em resposta ao seu sexto e mais potente teste nuclear, realizado em 3 de setembro.

Últimas notícias Ver mais notícias