Farc pedem perdão por atentado de 2003

Em ato público, antiga guerrilha reconhece que ataque a bomba em clube de Bogotá foi injustificável e espera com pedido de desculpas abrir caminho para reconciliação. Atentado deixou 36 mortos e mais de 200 feridos.O partido político colombiano Farc, nascido da desmobilização da antiga guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, pediu nesta terça-feira (13/02) perdão às vítimas do atentado a bomba ao clube El Nogal, em Bogotá, em 2003, que deixou 36 mortos e mais de 200 feridos.

Em um ato público, que contou com a presença de uma das vítimas e de familiares de outras vítimas, integrantes da Farc reconheceram que o atentado foi algo injustificável e disseram esperar que o pedido de perdão abra o caminho para a reconciliação.

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Num comunicado lido por uma das lideranças do partido Carlos Antonio Lozada, as Farc declaram que jamais deveriam ter cometido o ataque ao clube, que foi motivado por informações de que o local era um ponto de encontro de funcionários do governo e paramilitares para reuniões de planejamento de operações contra o grupo.

"Neste momento, com o coração nas mãos e a mente aberta ao futuro, os ex-comandantes e antigos combatentes das Farc aceitam as responsabilidades que lhes cabem por esse fato injustificável", destacou Lozada.

O comunicado afirmou ainda que o perdão é fruto da vontade individual e disse que o pedido promoverá a reflexão entre os colombianos que enfrentam um dilema entre deixar para trás o ódio ou aprofundar a raiva.

"Lembramos com a dor da pátria, mas com o otimismo de amanhã, de todos os sacrificados neste ato injustificável: trabalhadores, atletas, funcionários, pais, mães e filhos, todos os compatriotas que não mereciam tal sorte", afirmou o texto.

Após a leitura do texto, Bertha Lucía Fríes, representante das vítimas do ataque, agradeceu as Farc por falar a verdade sobre o atentado e culpou o governo colombiano por tê-los expostos com as reuniões paramilitares que ocorriam no local.

O atentado ocorreu em 7 de fevereiro de 2003. Um carro a bomba foi estacionado na garagem do clube, com ajuda de um funcionário do local. O espaço era um ponto de encontro de políticos e empresários na capital colombiana. A explosão deixou 36 mortos e mais de 200 feridos.

CN/efe/dpa

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