Zuma pode deixar governo da África do Sul nas próximas horas

JOANESBURGO, 14 FEV (ANSA) - Parece que o governo do presidente da África do Sul, Jacob Zuma, tem data para acabar. O partido Congresso Nacional Africano (CNA) se prepara para apresentar amanhã (15) uma moção de censura contra Zuma, caso o mandatário, que está desde 2009 no cargo, não renuncie nas próximas horas.   

De acordo com o dirigente Paul Mashatile, a moção tem o objetivo de remover Zuma da Presidência e abrir caminho para que o atual líder do partido e vice-presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, assuma. A força política de Zuma começou a se deteriorar no fim do ano passado, quando Ramaphosa virou líder do CNA, ao mesmo tempo em que vieram à tona denúncias de corrupção contra o presidente. Agora, Zuma está isolado e perdeu o apoio do próprio partido, que que venceu todas as eleições presidenciais desde 1994 e que é considerado símbolo contra o apartheid. O CNA já tinha pedido explicitamente que Zuma apresentasse sua renúncia. As eleições na África do Sul estão agendadas para 2019, mas o governo quer afastar Zuma, alegando que as acusações podem prejudicar a imagem do CNA e de Ramphosa. Com a possível saída do presidente, Ramphosa deve ficar no cargo até o fim do mandato de Zuma. Nesta quarta-feira (14), a polícia da África do Sul fez uma operação em uma casa em Joanesburgo onde vive a família Gupta, uma das mais influentes do país e suspeita de pagar propinas para as autoridades em troca de contratos com o governo. Um dos filhos de Zuma mantém negócios com Gupta, o que aumenta a pressão sobre o presidente para deixar o cargo. De acordo com a imprensa local, ao menos três pessoas foram presas sob acusação de usarem sua amizade com o presidente para benefícios próprios.   

Além disso, Zuma está envolvido em mais de 800 acusações de corrupção, como uma relacionada a contratos de armas nos anos 1990. (ANSA)
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