Colômbia confirma prisão de cubano que preparava atentado jihadista em Bogotá

Bogotá, 14 mar (EFE).- O Ministério Público da Colômbia confirmou nesta quarta-feira que, como divulgado pela imprensa local, um cidadão cubano foi detido na cidade de Pereira, na região central do país, onde preparava um atentado jihadista em Bogotá contra americanos.

O acusado, identificado como Raúl Gutiérrez Sánchez, se comunicava pelo aplicativo de mensagens Telegram com grupos extremistas islâmicos e tinha entrado na Colômbia de forma ilegal com o objetivo de cometer um atentado na chamada Zona Rosa da capital colombiana, uma área de bares e restaurantes muito frequentada por estrangeiros.

Gutiérrez foi formalmente acusado hoje pelo Ministério Público pelos crimes de acordo para delinquir e terrorismo, os quais não aceitou.

Durante a audiência judicial, realizada em Bogotá, a promotoria indicou que o ataque terrorista seria realizado ontem com "explosivos em um restaurante" visitado por americanos.

A investigação determinou que o cubano se comunicava por Telegram com grupos extremistas islâmicos e seu objetivo "era matar cidadãos norte-americanos para dar força a grupos extremistas religiosos".

Nas provas compiladas pelos investigadores, fica evidente que Raúl Gutiérrez "teve conversas frequentes com essas pessoas e relaciona temas da execução de uma ação terrorista".

Gutiérrez começou a ser monitorado pelas autoridades após o alerta de agências estrangeiras de segurança. Em várias conversas grampeadas no último dia 2, ele falou com alguém de fora da Colômbia, aparentemente um cidadão marroquino que vive na Espanha.

"Alá te receberá no paraíso com os braços abertos. Faça-o em nome do Estado Islâmico (EI). Veja o irmão dos Estados Unidos em Nova York que atropelou os infiéis. Ele fez sem ajuda da organização. Os irmãos na Inglaterra que esfaquearam e atropelaram não fizeram com ajuda do Estado Islâmico, mas sim em seu nome. Só te peço que o faça em nome do EI", declarou o marroquino ao cubano.

No diálogo, Raúl Gutiérrez Sánchez afirmou ao interlocutor que já estava "acompanhando (os passos de) funcionários da embaixada (dos Estados Unidos na Colômbia) e políticos nacionais".

Amanhã, o juiz do caso decidirá se o cubano, que tinha sido expulso da Colômbia em 2017 por ter entrado no país de forma irregular, continuará preso.

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