Bases sírias foram destruídas por bombardeio ocidental; veja imagens antes e depois

Do UOL, em São Paulo

Os ataques promovidos por Estados Unidos, Reino Unido e França nas primeiras horas da manhã de sábado (14) na Síria foram direcionados a três alvos do regime de Bashar al-Assad: o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Barzah, nos arredores de Damasco, e duas instalações de um centro chamado Him Shinshar, próximo a Homs, que supostamente servem como armazenamento de arsenal químico.

Foram 105 mísseis disparados no total, por volta das 4h de sábado, em resposta ao suposto ataque químico do governo sírio contra a cidade de Douma, dominada por rebeldes, na semana anterior, onde pelo menos 42 pessoas morreram.

Não há registro de mortos na retaliação de Estados Unidos e aliados, indicando que os locais foram possivelmente evacuados pelo governo sírio antes do bombardeio.

Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Barzah

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ANTES - Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Barzah, próximo a Damasco, apontado pelos EUA como o centro de programas de armas químicas de Bashar al-Assad; a Síria diz que produzia medicamentos no local

Apontado pelos Estados Unidos como o centro de programas de armas químicas de Bashar al-Assad, o local já havia sido inspecionado pela Organização pela Proibição de Armas Químicas no início de 2017.

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DEPOIS - O local após ter sido alvo de 76 mísseis de EUA, França e Reino Unido

Apesar disso, a Síria continuou utilizando o local para esses fins, segundo reportagem da BBC de maio do ano passado, com a finalidade de instalar as armas químicas em mísseis de longo alcance.

As fotos de satélite mostram que o centro foi completamente destruído pelos 76 mísseis direcionados ao local.

A Síria diz que o local era utilizado para produzir medicamentos que hoje estão em falta no país, "especialmente medicamentos que combatem o câncer".

Centro de armazenamento Him Shinshar

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ANTES - Centro de armazenamento Him Shinshar, próximo a Homs, que supostamente abrigava armas químicas

Duas instalações de um centro chamado Him Shinshar, que supostamente abrigava armas químicas, foram bombardeados próximo a Homs. O principal deles, dedicado ao armazenamento de gás sarin e gás mostarda, que já foi utilizado pelo governo sírio contra rebeldes, foi alvo de 22 mísseis dos aliados.

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Segundo os Estados Unidos, o lugar era uma antiga base de mísseis do governo sírio.

Suposto 'bunker' de armas químicas Him Shinshar

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ANTES - Suposto 'bunker' de armas químicas Him Shinshar, também próximo a Holms

O segundo local em Homs seria um 'bunker', localizado abaixo da superfície, também usado para armazenar armas químicas. De acordo com as forças americanas, sete mísseis acertaram o bunker.

DigitalGlobe/Handout via REUTERS
DEPOIS - O abrigo abaixo da superfície foi atingido por 7 mísseis

Instalações eram conhecidas

Segundo a organização Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), todos os alvos são sucursais do Centro de Estudos e Pesquisas Científicas da Síria (CERS), uma entidade que depende do Ministério da Defesa e é suspeita de ser o principal laboratório a cargo de programas químicos, de acordo com os akuadis.

No passado, os Estados Unidos acusaram esse centro de desenvolver gás sarin, uma arma que, segundo a ONU, foi usada em um ataque químico na localidade síria de Khan Sheikhun (noroeste), onde morreram mais de 80 civis em abril de 2017.

Depois desse ataque, os Estados Unidos anunciaram sanções financeiras contra 271 cientistas do CERS.

Mais recentemente, em janeiro de 2018, a França sancionou entidades e responsáveis de empresas diante da suspeita de que faziam parte das "redes de aquisição" desse centro.

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