Putin lembra a Merkel que ataque contra a Síria foi "ato de agressão"

Moscou, 17 abr (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou nesta terça-feira de "ato de agressão" o ataque conjunto ocidental contra a Síria em conversa telefônica com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

"O presidente russo ressaltou de novo que as ações de uma série de países ocidentais, que cometeram um ato de agressão contra a Síria, supõem uma grosseira violação das normas do direito internacional", informou o Kremlin em comunicado.

Além disso, Putin lamentou que o ataque cometido no sábado por EUA, Reino Unido e França tenha causado "um grande prejuízo ao processo de paz na Síria".

Sobre essa questão, "ambas as partes expressaram sua disposição para contribuir com a retomada dos esforços políticos e diplomáticos sobre a Síria, entre eles os fóruns de Genebra e Astana", acrescentou o governo russo na nota oficial.

Putin e Merkel também destacaram "a importância que a missão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), que se encontra na Síria, realize uma investigação minuciosa e objetiva".

O chefe do Kremlin, que segue negando que Damasco cometeu um ataque químico contra a população civil na cidade de Douma, denunciou no sábado que a "agressão" à Síria por parte dos Estados Unidos e de seus aliados ajuda os terroristas que operam no país árabe.

"Com suas ações, os Estados Unidos pioram ainda mais a catástrofe humanitária na Síria, levam sofrimento à população civil e, de fato, ajudam os terroristas que torturam há sete anos o povo sírio", disse Putin.

Merkel apoiou a ação militar ocidental contra o regime de Bashar al Assad, mas defendeu também em conversa telefônica com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a necessidade de promover um "processo político" na Síria, algo que ambos consideraram "de especial urgência".

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