EUA defende isolamento de Maduro até que 'ceda'

Washington, 9 Mai 2018 (AFP) -

Os Estados Unidos convocaram nesta terça-feira a comunidade internacional a manter a política de isolamento em relação ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela até que entregue o poder.

"Temos que seguir isolando Maduro até que ceda", disse a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, durante entrevista coletiva no departamento de Estado.

Segundo Haley, "a opressão sistemática do povo venezuelano" por parte do "ditador" Maduro é uma fonte de instabilidade regional.

"Para a segurança de todos os povos da América Latina, é hora de Maduro partir".

"Não estou segura de como poderemos conseguir isto, mas sei que não podemos parar. Conseguir que Maduro parta depende da região", declarou Haley, avaliando que "o tempo de conversar, de instar o regime venezuelano a se abrir às opiniões do povo, já passou".

Maduro, eleito em 2013 após a morte do presidente Hugo Chávez, seu padrinho político, caminha para a reeleição no próximo dia 20 de maio, em uma votação boicotada pelos principais partidos de oposição.

"A economia e a sociedade civil da Venezuela viram um declive catastrófico sob Chávez e Maduro", afirmou Haley.

"Desde 2014, a ONU avalia que 1,5 milhão de venezuelanos fugiram da pobreza e da violência na Venezuela", destacou Haley, que citou o caso da Colômbia, que já acolheu "mais de 600 mil imigrantes venezuelanos e mais chegam todos os dias".

O subsecretário americano de Estado John Sullivan anunciou que os Estados Unidos entregarão à Colômbia mais 18,5 milhões de dólares, além dos 2,5 milhões já concedidos em março, para alimentação e atendimento médico dos venezuelanos.

Sullivan também solicitou ao governo de Maduro que permita a entrada de ajuda humanitária internacional e destacou a necessidade de eleições "livres, justas e transparentes" na Venezuela.

"Nossa meta é uma transição pacífica e democrática liderada pelo povo venezuelano".

Haley manifestou a preocupação dos Estados Unidos com a situação na Nicarágua, onde protestos contra o governo de Daniel Ortega já deixaram 47 mortos desde meados de abril.

"O modelo cubano-venezuelano-nicaraguense de socialismo, ditadura, corrupção e graves violações dos direitos humanos tem demonstrado ser um completo e total fracasso".

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