Comitê do Senado admite ação russa para ajudar Trump

WASHINGTON, 16 MAI (ANSA) - A Comissão de Inteligência do Senado dos Estados Unidos, controlada pelo Partido Republicano, concordou com a avaliação dos serviços de inteligência de que a Rússia agira nas eleições de 2016 para prejudicar a democrata Hillary Clinton e beneficiar Donald Trump.   

O comitê ainda credita a suposta interferência diretamente ao presidente russo, Vladimir Putin. "Não há nenhuma dúvida de que a Rússia realizou um esforço sem precedentes para interferir em nossas eleições em 2016", diz o relatório final do órgão, presidido pelo republicano Richard Burr.   

Segundo as conclusões da comissão, Moscou fez um esforço "amplo, sofisticado e ordenado pelo presidente Vladimir Putin para ajudar Donald Trump e prejudicar Hillary Clinton". No entanto, o relatório evita falar em conluio entre a campanha do magnata e representantes do Kremlin.   

Por outro lado, a Comissão de Justiça do Senado divulgou um relatório de 2,5 mil páginas que mostra que a equipe eleitoral de Trump buscava material comprometedor sobre Hillary e estava pronta a receber ajuda de russos.   

O documento gira em torno de um encontro ocorrido em 9 de junho de 2016, na Trump Tower, em Nova York, entre o primogênito do presidente, Donald Trump Jr., seu genro e conselheiro, Jared Kushner, e seu então chefe de campanha, Paul Manafort, com emissários russos que diziam ter informações sobre a democrata.   

O filho de Trum admitiu que estava interessado em ter acesso a dados sobre Hillary, mas que não podia avaliar de onde essas informações chegavam. Além disso, garantiu que não avisara seu pai sobre a reunião.   

Esses episódios são investigados pelo procurador especial Robert Mueller. No entanto, segundo o advogado de Trump, Rudy Giuliani, também ex-prefeito de Nova York, Mueller se comprometeu a seguir a linha do Departamento de Justiça segundo a qual um presidente não pode ser incriminado.   

"Tudo o que farão é escrever um relatório. Não podem incriminá-lo. Ao menos isso eles reconheceram, após algumas batalhas", disse Giuliani, em entrevista à "CNN". (ANSA)
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