Texas executa detento que usou namorada para seduzir sua vítima

Washington, 16 mai (EFE).- O estado do Texas, nos Estados Unidos, executou nesta quarta-feira Juan Castillo, um homem que em 2003 utilizou sua namorada para seduzir sua vítima, a quem pretendia apenas roubar, mas terminou assassinando.

Castillo, hispânico de 37 anos, foi declarado morto às 18h44 (horário local, 20h44 de Brasília) após receber uma injeção letal na prisão de Huntsville, próxima a Houston, segundo notificou o Departamento de Justiça Criminal do Texas.

O detento foi condenado à morte por assassinar em dezembro de 2003, em San Antonio, no Texas, o jovem Tommy García, um crime que cometeu junto a três cúmplices, entre eles sua namorada de então.

Seguindo o plano que tinham preparado para o roubo, a garota seduziu García e o convenceu para dirigir seu carro até um descampado com a falsa promessa de fazer sexo e consumir drogas.

Uma vez ali, enquanto se beijavam dentro do veículo, Castillo e outro dos cúmplices, armados e com máscaras, atacaram García.

O jovem conseguiu safar-se de seus agressores e começou a fugir a pé, mas Castillo o matou com sete disparos.

O crime foi confessado durante o julgamento por seus três cúmplices, que não foram condenados à morte, e receberam penas menores, embora Castillo tenha defendido até o dia de hoje que não foi ele quem disparou contra García.

A ex-namorada de Castillo já ficou em liberdade condicional, enquanto os outros dois cúmplices, condenados a 40 anos de prisão cada um, também poderão solicitar essa medida alternativa a partir de 2024, após cumprir metade da pena.

A tentativa de hoje foi a quarta do Texas de executar Castillo no último ano.

Um dos atrasos, em setembro de 2017, teve como motivo o devastador furacão "Harvey", que destruiu a costa do Texas e afetou o trabalho dos advogados de Castillo, que viviam em Houston.

Posteriormente, novos advogados pertencentes ao Texas Defender Service assumiram o caso de Castillo e solicitaram ao governador texano, Greg Abbott, um novo atraso para demonstrar a suposta inocência do seu defendido.

"Em apenas poucas semanas, nossa equipe descobriu indícios que lançam dúvidas sobre grande parte das provas contra Juan", disse Amanda Marzullo, diretora do Texas Defender Service, em um pedido que Abbott rejeitou.

Castillo foi o sexto executado este ano no Texas e o 11º em todo o país.

Desde que o Tribunal Supremo dos EUA reintroduziu em 1976 a pena de morte, foram executadas 1.476 pessoas, 551 no Texas.

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