Pompeo insiste que EUA querem desarmamento "completo" da Coreia do Norte

Em Seul

  • Ahn Young-joon/AP Photo

    Mike Pompeo, com seus colegas da Coreia do Sul e Japão, Kang Kyung-wha e Taro Kono

    Mike Pompeo, com seus colegas da Coreia do Sul e Japão, Kang Kyung-wha e Taro Kono

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, insistiu nesta quinta-feira (14), em Seul (Coreia do Sul), que Washington segue querendo a desnuclearização completa de Pyongyang com base no que foi estipulado na cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Em entrevista coletiva realizada após uma reunião com seus colegas da Coreia do Sul e Japão, Kang Kyung-wha e Taro Kono, respectivamente, Pompeo ressaltou que o governo Trump segue apostando pela "desnuclearização completa, verificável e irreversível" pela que declarou antes da cúpula.

As palavras de Pompeo, divulgadas pela agência "Yonhap", chegam em resposta à imprecisão dos termos empregados na declaração conjunta que Kim e Trump assinaram ao final da sua reunião histórica em Singapura, na última terça-feira.

Trump e Kim assinaram um texto onde se comprometem em abrir uma nova era de relações e estabelecer "uma paz estável e duradoura", enquanto Washington oferece garantias de sobrevivência ao regime e ambos trabalham para conseguir a desnuclearização da península coreana.

No entanto, nenhum mecanismo concreto ou prazo de implementação para nenhum dos pontos foi detalhado, algo que, segundo Washington, será negociado em sucessivas conversas.

Pompeo também afirmou na entrevista coletiva que não serão relaxadas as sanções sobre a Coreia do Norte antes de alcançar a mencionada "desnuclearização completa" e que Kim "entende a urgência" de um processo que, segundo ele, será implementado de maneira "sequencial e com condições".

Com relação à suspensão de manobras conjuntas anuais da Coreia do Sul e EUA anunciada por Trump no final da cúpula, a chanceler sul-coreana, Kang Kyung-wha, descartou que a aliança Seul-Washington vá se ressentir por este motivo e disse que é um tema que "deve ser decidido por conversas com as respectivas autoridades".

A Coreia do Norte considera estes exercícios como um teste para invadir seu território, de modo que as palavras de Trump são interpretadas como uma concessão ao regime para avançar sua desnuclearização.

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