Iraque exige saída dos filhos de extremistas estrangeiros

Bagdá, 3 Jul 2018 (AFP) - O Iraque exigiu, nesta terça-feira (3), que centenas de filhos de extremistas estrangeiros detidos em território iraquiano voltem para seus países de origem - anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Comando de Operações Militares (JOC), 833 menores de 14 nacionalidades estão, hoje, em prisões iraquianas.

"Nós exigimos de todas as missões diplomáticas acreditadas no Iraque, que se encontrem no país, ou não, que retirem seus nacionais que tenham cumprido suas sentenças e os menores que não estão condenados", disse o porta-voz da pasta, Ahmad Mahjub, à imprensa.

"O Iraque informou todos os países que têm cidadãos em suas prisões. Já nos reunimos com as embaixadas de Alemanha, Azerbaijão, Rússia e outros países para que os levem", acrescentou.

Segundo a organização Human Rights Watch (HRW), a Justiça iraquiana pode condenar menores a partir dos nove anos de idade.

Eles podem ser condenados a cinco anos de prisão por pertencerem ao grupo Estado Islâmico (EI), organização que controlou grande parte do território iraquiano até o ano passado, e a 15 anos por participação em atos violentos.

Uma fonte diplomática russa em Moscou disse que "há 70 mulheres russas processadas e cerca de 100 crianças nas prisões iraquianas".

"Nós nos esforçamos para devolver essas crianças para a Rússia depois de tê-las identificado, porque quase a totalidade delas não tem documentos de identidade", completou a mesma fonte.
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