Suspeito por ataque a Parlamento britânico é acusado de tentativa de assassinato

Em Londres

O homem suspeito de ter cometido na terça-feira (14) um atentado com um veículo que deixou três feridos em frente ao Parlamento britânico em Londres foi acusado neste sábado (18) de "tentativa de assassinato", anunciou a polícia.

Salih Khater, de 29 anos, um homem de origem sudanesa residente em Birmingham (centro) suspeito de ter atropelado ciclistas e policiais com seu veículo em frente ao Parlamento britânico, comparecerá nesta segunda-feira ao tribunal de Westminster, em Londres, informou a polícia.

Ele avançou com um Ford Fiesta prateado contra pedestres e ciclistas e colidiu seu carro com uma barreira de segurança no entorno do Parlamento. O carro circulou entre as áreas de Westminster e Whitehall das 6h da manhã (hora local) até o momento do ataque, às 7h37.

"Esta acusação chega após um incidente durante o qual Khater dirigiu seu veículo contra um grupo de pedestres parados no exterior do Parlamento", informou a polícia de Londres em comunicado.

"Devido à metodologia empregada, ao lugar escolhido e à suposta escolha de atacar a civis e policiais, a polícia trata este caso como terrorismo", afirmou.

Segundo a BBC, Salih Khater chegou em 2010 como refugiado ao Reino Unido, após ter residido na Líbia. Ele estudou em Birmingham e obteve a nacionalidade britânica. Também teria obtido uma permissão da Autoridade da Indústria de Segurança (SIA) e trabalhado como guarda de segurança em Nottingham (centro).

Dono de uma loja em Birmingham, Khater morava a uma pequena distância da antiga casa de Masood. O suspeito estudou na Universidade de Ciência e Tecnologia do Sudão e estava no Reino Unido há cinco anos, segundo a mídia local.

Este ataque apresenta muitas similitudes com o perpetrado em março de 2017 por Khalid Masood, um britânico convertido ao islã, que deixou cinco mortos e dezenas de feridos.

Khalid Masood atropelou pedestres com seu veículo antes de matar um policial a facada em frente ao parlamento, em um atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

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