Haddad ataca 'fake news' e diz que Bolsonaro não se sustenta no 2º turno

Rio de Janeiro, 5 out (EFE).- Provável adversário de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais, de acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, o ex-prefeito de São Paulo e candidato pelo PT, Fernando Haddad, atacou o adversário por promover a divulgação de notícias falsas e por não comparecer ao debate realizado pela "Rede Globo" nesta quinta-feira, o último antes do pleito.

"Estamos combatendo uma onda de notícias falsas na internet muito pesada. Só no dia de hoje, recebemos mais de 15 mil denúncias, para se ter uma ideia do tamanho do estrago do pessoal do Bolsonaro. (Estrago) de toda ordem: moral, comportamental, coisas graves. As pessoas de boa fé às vezes acreditam. Vamos trabalhar até sábado para combater isso, que é típico dele", afirmou o petista em entrevista coletiva depois do debate, nos estúdios da emissora.

Haddad afirmou que o "jogo sujo" de Bolsonaro é inédito em eleições brasileiras e atacou o candidato por não comparecer ao debate alegando motivos médicos relacionados ao atentado sofrido pelo capitão da reserva do Exército durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Para o também ex-ministro da Educação, o deputado federal não poderá se esconder em um segundo turno entre os dois.

"Ele não tem condição de sustentar um segundo turno. Não vai poder se esconder atrás desse incidente. Ele precisa de uma solução que me parece improvável. É uma necessidade da candidatura dele, que me parece vazia. É um candidato vazio", disse.

Haddad, que elevou o tom das críticas ao principal adversário nos últimos dias da campanha, devido ao crescimento de Bolsonaro nas pesquisas, prometeu adotar um tom propositivo em um eventual segundo turno.

"Fico indignado pelo tom (da campanha) na internet, no WhatsApp, e é claramente um perfil de mensagem de coisas que ele (Bolsonaro) fala. Os outros candidatos têm nível, já tentaram ser presidente, sabem fazer uma disputa civilizada. Ele parte para a ignorância. É uma má novidade na política", criticou.

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