Flórida terá recontagem de votos para senador e governador

Miami, 10 nov (EFE).- As autoridades eleitorais da Flórida anunciaram neste sábado que, após a contagem final dos votos dos 67 condados, incluindo senador e governador, fará uma recontagem.

Conforme consta no site oficial da Divisão Eleitoral da Flórida, haverá recontagem para a eleição entre o senador republicano Rick Scott e o democrata Bill Nelson, que concorre à reeleição, porque a diferença entre eles é inferior a 0,15%. Com 8.184.631 de votos contabilizados, e depois da entrega da contagem dos condados de Broward e Palm Beach, de tendência democrata, a vantagem de Scott, atual governador do estado, para Nelson diminuiu para 12.562 votos.

A lei da Flórida obriga a recontar todos os votos quando a diferença entre dois candidatos for de 0,50% ou menos ao final da apuração e determina uma contagem manual se for de 0,25% ou menos. A situação tem motivado uma troca de processos movidos por Scott e Nelson, bem como pelos candidatos que disputam o governo do estado.

Na terça-feira, dia das eleições, o prefeito de Tallahassee, Andrew Gillum, admitiu a derrota na disputa pelo governo da Flórida para o seu principal rival, o ex-congressista republicano Ron DeSantis, que até tinha a vantagem de mais de 80 mil votos. No entanto, de acordo com resultados divulgados hoje, a diferença entre os dois diminuiu para 33.584, ou seja, 0,41%, suficiente para o órgão eleitoral determinar a necessidade de recontagem, embora ainda não tenha sido divulgado se será a manual.

A escolha do comissário de Agricultura também terá nova apuração, após uma diferença de 0,06% (5.326 votos) a favor da democrata Nicole "Nikki" Fried com relação ao republicano Matt Caldwell.

De acordo a Divisão Eleitoral da Flórida, os resultados das recontagem determinadas hoje devem ser conhecidos na próxima quinta-feira.

No último 6, os americanos foram às urnas em meio a um agitado clima político. Após o pleito, um novo panorama foi desenhado no Congresso, depois que os democratas recuperaram o controle da Câmara dos Representantes e os republicanos ampliaram a maioria no Senado.

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