Marcha pela independência une governo e extrema direita na Polônia

  • Agata Grzybowska/Agência Gazeta/Reuters

    Presidente da Polônia, Andrzej Duda, discursa no início da "Marcha da Independência"

    Presidente da Polônia, Andrzej Duda, discursa no início da "Marcha da Independência"

O presidente da Polônia, Andrzej Duda, e o primeiro-ministro Mateusz Morawiecki encabeçaram neste domingo (11) uma marcha que percorreu Varsóvia para comemorar o centenário da reconquista da independência do país. A marcha foi precedida de muita polêmica por causa da participação de grupos de extrema-direita.

Relatos iniciais afirmam que as bandeiras da Polônia se sobrepuseram às mensagens radicais, que na marcha de 2017 haviam levado o Parlamento Europeu a aprovar uma resolução em que instava os Estados-membros a atuarem de modo decisivo contra a extrema-direita.

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O ministro do Interior, Joachim  Brudzinski, afirmou que até 200 mil pessoas participaram da Marcha da Independência, segundo ele sem o registro de incidentes relevantes.

Apesar do predomínio das bandeiras vermelhas e brancas, também foram vistos símbolos e bandeiras do partido Acampamento Radical, uma formação que remete a um movimento fascista dos anos 1930, e do partido político italiano de extrema-direita Forza  Nuova.

Janek Skarzynski/AFP


Alguns grupos exibiram mensagens supremacistas, a favor de uma Europa branca e contra refugiados, e bandeiras da União Europeia foram queimadas. De um modo geral, porém, o grau de radicalização foi menor do que em anos anteriores.

A marcha foi convocada pelo governo, que na última hora concordou em unir a sua marcha à dos grupos nacionalistas, que há oito anos organizam a sua própria manifestação e que este ano estiveram ameaçados de não poder repeti-la.

Organizações de combate ao racismo criticaram o governo da Polônia por se reunir com extremistas de direita e por concordar em participar de uma marcha em que são exibidos símbolos fascistas.

A Polônia comemorou este ano o centenário da reconquista da sua independência, em 11 de novembro de 1918, depois de 123 anos de divisão territorial e ocupação pela Prússia, Rússia e Império Austro-Húngaro.

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