Premiê israelense, Benjamin Netanyahu irá à posse de Bolsonaro

Beatriz Montesanti e Luciana Amaral
Do UOL, em São Paulo e em Brasília

  • Ronen Zvulun/AFP

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante reunião semanal

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante reunião semanal

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, irá comparecer à posse de Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro. A informação foi confirmada nesta quinta (29) pela assessoria do presidente eleito e pela embaixada de Israel. 

A presença de Netanyahu na cerimônia sela a aproximação entre os dois países, impulsionada pela vitória de Bolsonaro nas urnas. Desde que eleito, ele se reuniu com o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, diversas vezes. A última foi na quarta-feira (28), na Granja do Torto. A pauta do encontro não foi divulgada.

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Netanyahu foi um dos primeiros líderes mundiais a congratular Bolsonaro, quando eleito. "Estou certo de que sua eleição levará a uma grande amizade entre nossos povos e um estreitamento das relações Brasil-Israel. Estamos esperando que ele [Bolsonaro] visite Israel!", escreveu o premiê no Twitter no dia 29 de outubro. 

A aproximação dos países, no entanto, não foge a polêmicas. Declarações de Bolsonaro de que mudaria a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, seguindo os passos do norte-americano Donald Trump, já estremeceram relações com países árabes, grandes importadores de carne nacional. 

Em retaliação à intenção bolsonarista, o Egito adiou de última hora uma visita oficial que o governo brasileiro faria ao país. O presidente eleito voltou atrás de suas declarações posteriormente, dizendo que a mudança não estava confirmada

Mudança de horário e presença de Trump

A antecipação do horário da posse pode esvaziar a presença de líderes estrangeiros e governadores em Brasília no dia 1º. Antes marcada para 17h, a cerimônia foi antecipada para 15h a pedido do próprio Bolsonaro. 

Com isso, a presença das autoridades na capital federal deverá ser dificultada pelo pouco tempo para deslocamentos após as festividades de Réveillon e pelas posses dos governadores em seus respectivos estados pela manhã, geralmente seguidas por almoço. A expectativa agora é que haja mais embaixadores ou outros representantes em vez dos líderes.

Para chegar à posse, por exemplo, Netanyahu deverá sair de Israel na madrugada do dia 1º de janeiro ou passar o Ano Novo em Brasília. A data não é feriado nacional em Israel, que comemora o Ano Novo judaico em setembro ou outubro. 

O mesmo valeria para Donald Trump, a quem Bolsonaro admira e gostaria de receber. A presença do presidente norte-americano não foi confirmada, mas Bolsonaro disse nesta quinta que "existe a possibilidade" de que ele vá à Brasília. 

Horas antes da afirmação, John Bolton, assessor de Trump que se reuniu com o presidente eleito, usou as redes sociais para reforçar o "convite feito por Trump a Bolsonaro", para que o próximo presidente brasileiro visite Washington.

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