Áustria proíbe símbolos de grupos como EI, Hezbollah e Hamas

Viena, 11 dez (EFE).- O Parlamento da Áustria aprovou nesta terça-feira uma lei que proíbe a exposição pública de símbolos e gestos de diversos grupos considerados extremistas como Estado Islâmico (EI), Irmandade Muçulmana, o grupo fundamentalista palestino Hamas, a ala militar do movimento libanês Hezbollah e a guerrilha Partido dos Trabalhadores do Curdistão, entre outros.

A legislação foi adotada graças à maioria ostentada pela coalizão de governo direitista e atual presidente rotativa da União Europeia (UE), formada pelo democrata-cristão ÖVP e o ultranacionalista FPÖ, informou a televisão pública "ORF".

Também foram incluídos na lista os símbolos do grupo ultranacionalista turco "Lobos Cinzentos" e do movimento fascista croata Ustasha, que durante a Segunda Guerra Mundial era um aliado da Alemanha nazista.

Enquanto o governo liderado pelo chanceler federal, Sebastian Kurz, defendeu a medida, a oposição social-democrata e liberal criticou a elaboração "totalmente aleatória" da lista de organizações afetadas por esta proibição.

Os opositores sentiram falta da inclusão de grupos direitistas locais, como os chamados "identitários", ideologicamente próximos ao FPÖ.

O ministro do Interior, o ultradireitista Herbert Kickl, explicou que foram incluídos na lista grupos que "aqui e agora desenvolvem atividades no território austríaco, voltados contra os direitos fundamentais e contra o Estado de Direito".

A Áustria é lar de uma numerosa comunidade curda, cujos elementos mais radicais se manifestam de forma regular com bandeiras do PKK nas ruas do centro de Viena.

Em protestos organizados contra o Estado de Israel, seja por incidentes no conflito com os palestinos ou por causa do chamado "Dia do Jerusalém", costumam aparecer manifestantes com bandeiras de Hamas e Hezbollah, no meio de gritos antissemitas.

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