Sem salário, agentes de segurança reduzem presença nos aeroportos dos EUA

Alan Levin
Da Bloomberg

  • Scott Olson/Getty Images/AFP

    Aeroportos dos EUA temem ausência de agentes de segurança

    Aeroportos dos EUA temem ausência de agentes de segurança

Com um número acima do normal de agentes de segurança telefonando para avisar que estão doentes, os aeroportos dos EUA se preparam para interrupções na semana que vem se a paralisação parcial do governo continuar e os funcionários da Administração de Segurança dos Transportes (TSA, na sigla em inglês) não receberem seu primeiro pagamento.

Os agentes de segurança de aeroportos estão em meio à briga política em Washington entre o presidente Donald Trump e congressistas democratas por causa dos recursos para construir um muro ao longo da fronteira com o México. Treze departamentos e agências federais interromperam grande parte de suas operações desde 22 de dezembro porque o financiamento não foi aprovado.

Os 51.739 agentes da TSA, que verificam bagagens e passageiros nos aeroportos dos EUA, são considerados essenciais para a segurança e receberam ordens de continuar comparecendo para cumprir suas obrigações, embora o financiamento para a agência tenha sido suspenso. Nos últimos dias, um número crescente desses agentes ligou para avisar que está doente, de acordo com a agência.

As ausências por doença contribuíram para aumentar os tempos de espera em aeroportos não especificados, mas grandes interrupções ainda não foram relatadas, disse Christopher Bidwell, vice-presidente sênior de segurança da Airports Council International-North America, em Washington.

"Receamos que uma paralisação prolongada do governo possa afetar a segurança e os tempos de espera nos aeroportos", disse Bidwell.

Os aeroportos estão negociando com gerentes locais da TSA para encontrar maneiras de reforçar o pessoal da TSA, disse ele. Somente agentes da TSA podem verificar pessoas e bagagens, mas outros funcionários podem ajudar nos pontos de verificação repondo caixas e organizando filas.

Por enquanto, a TSA está gerenciando o pequeno aumento no número de funcionários que não apareceu para trabalhar, disse o porta-voz da agência, Michael Bilello. No domingo, mais de 2,2 milhões de pessoas passaram pela verificação em aeroportos dos EUA e mais de 90 por cento esperaram menos de 15 minutos, disse Bilello.

A TSA está tomando várias medidas para garantir que poderá continuar realizando a verificação. A agência ativou o que chama de Força Nacional de Mobilização, que permite que agentes sejam transferidos para diferentes aeroportos para compensar a escassez de pessoal, disse Bilello.

"Se passarmos a sexta-feira sem receber, esse será o primeiro salário perdido. Agora estamos falando de um ambiente completamente diferente", disse ele. Os agentes foram pagos até agora e devem receber um cheque na sexta-feira.

Após paralisações anteriores do governo, o Congresso aprovou uma lei que remunera trabalhadores que foram dispensados ou que trabalharam sem receber salários.

O novo presidente do Comitê de Segurança Nacional da Câmara, o deputado Bennie Thompson, democrata do Mississippi, escreveu para o administrador da TSA, David Pekoske, na segunda-feira, pedindo mais detalhes sobre como os trabalhadores estão respondendo à paralisação.

"Receio que, se os tempos de espera e a pressão da população aumentarem, alguns gerentes da TSA tentem gerenciar os efeitos da paralisação de maneiras prejudiciais à segurança", disse Thompson.

Os agentes de segurança de aeroportos ainda podem receber o pagamento a tempo na sexta-feira se o impasse for resolvido até meados da semana, disse Bilello.

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