Qual é o melhor celular à venda que custa até R$ 1.000?

Do UOL, em São Paulo

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Você considera o teto de R$ 1.000 algo razoável para se investir em um celular novo? Para muitos, R$ 1.000 ainda é bastante dinheiro para um produto que tem boas chances de se desvalorizar rapidamente --afinal, celulares são bem suscetíveis a perdas, roubos ou avarias em acidentes-- mas é um teto que esse mercado costuma adotar para o segmento de intermediários simples.

Essa fatia do mercado é formada por celulares com um bom conjunto de especificações para o cotidiano mas raramente trazem diferenciais. O que é algo esperado, já que tais destaques são reservados normalmente aos modelos mais caros, que custam pelo menos R$ 1.500.

Além disso, eles costumam se desvalorizar um pouco mais rápido por terem um hardware menos poderoso, e que pode se tornar obsoleto ou com desempenho pior dentro após o primeiro ano de uso. São detalhes que devem ser levados em conta na hora de comprar; enquanto alguns preferirão investir em algo mais caro para não passar por esse perrengue, outros acham que tudo bem, já que não são exigentes com isso.

Veja abaixo a seleção feita pelo UOL Tecnologia dentre os modelos recentes de celular que custam até R$ 1.000, em ordem decrescente:

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5º lugar: Xperia L1 (Sony)

Este é um dos lançamentos recentes da Sony neste ano. Em nosso teste, no entanto, ele perdeu pontos por não trazer uma configuração condizente com o preço cobrado. Ele começou custando cerca de R$ 1.200, mas já pode ser encontrado por cerca de R$ 975 com desconto à vista. Mesmo assim, a câmera fraca e o desempenho lento resultam em um produto com baixo custo-benefício na comparação com os demais desta lista.

A Sony ainda tem o Xperia XA, que está até mais barato que o L1 (cerca de R$ 900), mas é importante lembrar que é um modelo do ano passado. Apesar da configuração do XA ser bem parecida com a do L1, este tem algumas vantagens, como a bateria maior --2.620 mAh, contra 2.300 do XA-- e vem de fábrica com Android novo, o 7.0 --o XA tem o 6.0.

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4º lugar: Zenfone 3 Max (Asus)

Apesar de não termos testado o Zenfone 3 Max, este é o mais simples da boa linha Zenfone 3, lançada no segundo semestre do ano passado. Testamos o Zenfone 3 e 3 Deluxe e sabemos que o Android 6.0 desses modelos é o mesmo do 3 Max. Ele vem modificado pela Asus e mostra-se um tanto poluído e carregado de apps que não podem ser desinstalados. E o processador também é fraco: um Mediatek MT6737 de 1,25 GHz.

No entanto, o Zenfone 3 Max foi pioneiro nos celulares com bateria acima de 4.000 mAh --ele tem 4.100 mAH nas suas três versões: com 16 GB de memória interna e 2 GB de RAM, com 32 GB/2 GB e com 32 GB/3 GB. Com essa bateria, o usuário médio deve aguentar o dia todo sem carregar, ou até render um pouco mais para o dia seguinte. O Zenfone 3 Max pode ser encontrado por cerca de R$ 800 atualmente.

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3º lugar: K10 Novo (LG)

O sucessor do K10 do ano passado é um bom produto da LG neste segmento: melhorou alguns pontos ruins do modelo original, como o conjunto de câmeras (sobretudo a frontal, com modo grande angular), desempenha bem na bateria, reforçou (um pouco) o processador e dobrou as memórias interna e RAM (32 GB/2 GB). Além disso, continua um celular bonito, apesar do corpo de plástico.

Como barateou desde seu lançamento e é facilmente encontrado por cerca de R$ 700, seria um possível campeão desta lista. "Seria" porque, como verá a seguir, sua câmera traseira é inferior aos modelos abaixo e a tela tem uma resolução baixa, mesmo para o segmento.

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2º lugar: Galaxy J7 Prime (Samsung)

Belo design com corpo de metal, 3 GB de memória RAM, leitor de digitais e câmera acima da média dessa faixa de preço, com abertura f 1.9 e um bom contraste de cores. Esses sem dúvida são os maiores chamarizes do J7 Prime, carro-chefe da Samsung neste segmento. São elementos que você encontra em poucos intermediários, mesmo os que custam mais de R$ 1.300.

Mas o modelo quase não entrou nesta lista porque ele pisa no limite do preço: fica por R$ 999 com descontos à vista em algumas lojas. E como ele também não está livre de problemas --apresentou algumas falhas de desempenho no nosso teste-- ele não foi o campeão por conta dessa defasagem no custo-benefício.

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1º lugar: Moto G5 (Motorola)

Este é um exemplo clássico de intermediário que deu certo. Mesmo que não traga todos os destaques do J7 Prime --aqui o corpo é de plástico, a câmera é só ok e só temos 2 GB de memória RAM-- o Moto G5 ainda ganha pelo conjunto que joga bem em todas as posições. Sobretudo no desempenho, que é ótimo nas funções básicas --leia-se internet e redes sociais-- e vai além, aguentando alguns jogos mais pesados (com aquecimento).

Some-se a isso a bateria que vai além de um dia no uso médio, o Android 7.0 de fábrica e o leitor de digitais. Terá lá seus problemas, como a tela meio escura e a câmera inferior, mas pesando na balança, pagar em média R$ 850 (ou menos, em algumas promoções) pelo Moto G5 é um bom negócio, dadas as circunstâncias. E por isso leva nosso troféu. Mas vale ficar atento às demais opções que demos aqui, que se igualam ou superam o G5 em alguns aspectos.

A Motorola ainda trouxe este ano um celular de preço similar ao G5, o E4 Plus, mas que tirando a bateria avantajada, é um tanto inferior ao G5 nos outros quesitos.

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