Celular no carregador explode boca de jovem: viral é verdade? Descubra

do BOL, em São Paulo

  • Reprodução/Whatsapp

    6.dez.2017 - Vídeo que circula no Whatsapp afirma que explosão arrancou mandíbula de jovem

    6.dez.2017 - Vídeo que circula no Whatsapp afirma que explosão arrancou mandíbula de jovem

Há uma mensagem circulando nos grupos de WhatsApp que tem deixado muitas pessoas com medo de atender seu smartphone. Nela, um vídeo com imagens fortes mostra um jovem que teve a boca mutilada após a suposta explosão de um celular que estava carregando. Se é o seu caso, fique tranquilo: esse vídeo é falso. Ou parte dele, pelo menos.

Na mensagem que viralizou, um áudio acompanha o vídeo e um tal de "Alex do Hospital Campo Limpo" explica que o jovem estava carregando o aparelho e, na pressa, atendeu o celular ligado à tomada. A corrente elétrica teria causado um curto, explodido a placa e dilacerado parte da mandíbula dele. Essa parte é mentira, mas o vídeo é real. Trata-se de um jovem de 18 anos que não se conformou com um término de namoro e acendeu um explosivo dentro da própria boca na cidade de Serra do Salitre, no Triângulo Mineiro.

O caso foi noticiado em 2014, por uma filial do SBT em Minas Gerais. Segundo a reportagem, o rapaz sobreviveu ao incidente.

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Mas e a explosão do celular?

Essa não é a primeira vez que circulam boatos sobre smartphones explodindo ao carregar - especialmente após os incidentes com o Samsung Galaxy Note 7. Acontece que, na maioria dos casos, é o superaquecimento da bateria que causa o incidente, ocasionado por algum defeito de fabricação ou pelo uso de carregadores não-oficiais. 

As baterias são peças que armazenam energia e, para mantê-las estáveis, os elementos internos que controlam a temperatura precisam estar funcionando bem. E, quando os celulares estão carregando ou em uso, a emissão de calor é maior. Mas, apesar de os celulares esquentarem enquanto estão sendo carregados, isso não significa que o calor seja suficiente para fazê-los explodir, ressalta Fabio Castilhos, professor de tecnologia da informação do Senac, em entrevista ao UOL. Pelo contrário, a possibilidade existe, mas é muito remota.

"Existem práticas, no entanto, que podem ser mais perigosas", explica.

Segundo ele, quando o celular fica dentro do carro em um dia de muito calor, por exemplo, ele aquece muito acima do normal -- bem mais do que quando está carregando e em uso. Por isso, não deixe o aparelho no painel ou no vidro, onde costumam ficar os suportes para smartphone.

Ainda assim, devido ao grande número de aparelhos em atividade, pode-se considerar que, apesar do potencial explosivo, o fenômeno é bem incomum. De qualquer forma, vale sempre seguir as recomendações de segurança do fabricante.

E fica a dica: da próxima vez que receber mensagens alarmantes, pense duas vezes antes de passar para frente.

(Com informações do Boatos.orgE-Farsas e UOL)

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